Geral

Interno encontra relíquias enterradas na igreja do Lauro de Souza Lima

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

A história não pára de brotar no chão do Instituto Lauro de Souza Lima, de Bauru. Pouco mais de dois meses após a localização de uma caixa que continha cartas em latim, moedas, medalhas de santos e um jornal de 1944 com notícias sobre a Segunda Guerra Mundial, um interno achou outra relíquia. Desta vez, anotações contábeis de um antigo monsenhor da Igreja Nossa Senhora da Conceição, construída na década de 1940 e inaugurada em 1951, no local então chamado de Asilo-Colônia Aymorés.

A descoberta mais uma vez aconteceu por acaso. O interno Otávio Lepore do Nascimento, 73 anos, resolveu revirar uma parte da sacristia da igreja e após retirar certa quantia de lixo e areia acumulados no canto esquerdo, ao fundo sala, descobriu uma espécie de alçapão. O homem, que é surdo, mudo e vive na instituição desde 1973, removeu a pequena tampa, colocou o braço dentro do buraco e arrancou diversos artigos sistematicamente embrulhados em sacos plásticos.

Dentro dos embrulhos estavam guardados diversas notas fiscais de compra de produtos (a mais antiga delas datada de 1947), anotações da contabilidade da igreja e também diversos telegramas e itens de uso pessoal. A suspeita é que todos os itens encontrados pertenceram ao monsenhor José Luiz de Godoy Cremer, responsável pela igreja durante muitos anos, que faleceu na década de 1960 e inclusive está sepultado no cemitério do instituto.

Aparentemente não foram encontrados motivos para que estes documentos estivessem tão bem escondidos. No entanto, Jaime Prado, 54 anos, responsável pelo trabalho de resgate da história da instituição, promete que irá investigar a procedência dos documentos e também a possível existência de algo de valor em meio ao papéis amarelados.

Dentre as cartas guardadas, um envelope chama a tenção por possuir as inscrições do Banco Hipotecário Lar Brasileiro, com sede no Rio de Janeiro, que hoje em dia já não existe mais. “Se tudo isso estava tão bem embalado e escondido é porque havia algum motivo. Agora vamos tentar descobrir o porquê”, afirma Jaime.

Sino garantido

Segundo Jaime, após 38 anos sem sino, as badaladas em breve voltarão à Igreja Nossa Senhora da Conceição. Recentemente ele divulgou o interesse do instituto em terminar a restauração da construção histórica. O primeiro passo foi o conserto do relógio do templo. Desta vez, o instituto ganhou um novo sino, presente de uma empresa de Bauru, que tomou conhecimento do trabalho de restauração após matéria do Jornal da Cidade. Ainda não há data para a instalação do objeto.

Comentários

Comentários