Bairros

Nível do rio Bauru cai e mau cheiro piora

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Assoreado, com mato alto, lixo, mau cheiro e pouca água. Quem passa pela avenida Nuno de Assis vê desta forma o rio Bauru, que corta diversos bairros da cidade. Comerciantes e moradores das redondezas reclamam, principalmente, do cheiro desagradável que, ultimamente, tem ficado mais perceptível. Biólogos alertam para os perigos do assoreamento e da diminuição do volume de água.

Quando chegar o mês de dezembro e a temporada de chuvas começar, a preocupação será outra: com tanto lixo, mato e terra no leito, o rio inundará as margens?

O ambientalista Alexandre Ferrazoli de Marche não arrisca uma resposta antecipada, mas prevê que será difícil controlar a quantidade de água no período de chuvas se o leito continuar como está hoje: cheio de sujeira.

“Se tiver muito lixo, será bem difícil fazer a água escoar sem transbordar porque o volume ficará muito grande”, afirma. Segundo o biólogo, as obras realizadas recentemente pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE), além de retirar o esgoto que antes era jogado no rio, diminuíram a quantidade de água do leito. “É muito bom ter um rio com menos esgoto, mas por outro lado, temos menos água também e aumento do acúmulo de areia”, afirma.

Limpeza em 2008

Segundo o secretário de Meio Ambiente do município, Rodrigo Agostinho, no início do ano que vem uma máquina que será adquirida pela prefeitura com dinheiro devolvido da Câmara Municipal vai retirar grande parte da terra acumulada no rio Bauru.

“Essa máquina será usada, também, para obras de galerias de água. Antes, usávamos uma (máquina) emprestada do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo)”, falou.

Segundo Agostinho, a máquina vai deixar o trabalho mais rápido e fácil. Mas ele afirma que o assoreamento do rio não é a principal causa de inundações. “O lixo que é jogado nas bocas de lobo, na rua ou diretamente no rio são os principais problemas”, falou.

O comerciante Carlos Niguel Neife, que trabalha na quadra 10 da avenida Nuno de Assis, perto da margem do rio Bauru, conta que o mau cheiro causa constrangimento. “Quando bate uma brisa vinda do rio, o cheiro ruim se espalha. É chato quando o cliente está por perto”, diz.

Telma Nogueira trabalha em uma casa lotérica na avenida e também reclama do cheiro desagradável. “Nos dias mais quentes, fica pior ainda”, conta.

A assessoria de comunicação da prefeitura informou que a poder público vai abrir processo licitatório para a aquisição de uma máquina de grande porte para serviços de limpeza nas margens do rio. Além disso, a Secretaria do Meio Ambiente pretende plantar mudas de árvores ao longo das margens de vários córregos como forma de diminuir o assoreamento. Assim, as mudas funcionariam como os “cílios” dos olhos humanos, evitando que a sujeira caia diretamente no rio.

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