São Paulo - A metade final do Brasileiro, além do segundo lugar na tabela, trouxe ao Palmeiras maior equilíbrio na distribuição de gols. O time é tão letal nos primeiros 45 minutos das partidas quanto nas etapas finais deles. Em 13 jogos do returno, a equipe alviverde anotou 17 gols (média de 1,30 por partida). Oito foram feitos nos tempos iniciais. Nove, portanto, no segundo tempo. No primeiro turno do Nacional, foram 25 gols feitos em 19 partidas (média de 1,31). A maioria (15) das vezes em que as redes adversárias foram balançadas pelos palmeirenses deu-se nas etapas iniciais.
O time caía de produção nos 45 minutos restantes, o que resultou em dez tentos anotados. A mesma harmonia na distribuição de gols pelas etapas de jogo é notada na autoria deles. Nenhum jogador disparou na artilharia da equipe. Dos 42 tentos, Caio foi o responsável por oito. Valdivia tem sete, seguido por Martinez, com cinco. Com 54 pontos - 13 atrás do São Paulo- , o Palmeiras volta a campo no domingo, contra o Vasco, no Rio e o técnico Caio Júnior poderá ter dois reforços. Os volantes Pierre e Martinez devem voltar à equipe. O primeiro recupera-se de dores na coxa esquerda; o segundo, de uma fratura no nariz.
Camisa 3 vira mania
O palmeirense tem se mostrado cada vez mais vibrante. Não só pela campanha do time na reta final do Campeonato Brasileiro - na última rodada, assumiu a vice-liderança, com 54 pontos -, mas porque, a cada partida jogada no Palestra Itália, o verde-limão se destaca na arquibancada. É o sucesso da camisa 3, lançada em setembro, e companheira de quatro vitórias em quatro jogos. Aos poucos, o traje luminoso rivaliza com as meias brancas: é o novo talismã da equipe.
Tamanho sucesso se reflete nas vendas. Segundo a Adidas, fornecedora do material esportivo do Palmeiras, foi preciso um rearranjo nas fábricas para dar conta de tantos pedidos. Por questões estratégicas, o número total de camisas vendidas não é divulgado. Mas o balanço das duas primeiras semanas de comercialização dão uma idéia da procura: 20 mil peças sumiram das lojas.
Para Kleiman, além proposta inovadora - o verde-limão é considerado moderno e vibrante -, o desempenho da equipe ajudou. Quando a camisa foi a campo pela primeira vez, no dia 9 de setembro, o Palmeiras vinha de uma seqüência ruim: derrotas para São Paulo (1 a 0) e Cruzeiro (5 a 0), além do empate (1 a 1) com o Botafogo. De lá para cá, as coisas melhoraram muito - e a cor chamativa serviu até para espantar os tais fantasmas que assombravam a equipe no Palestra Itália. Na “estréia”, vitória por 2 a 0 contra o Goiás. No segundo jogo, o arqui-rival Corinthians foi derrotado por 1 a 0. Em seguida, veio o confronto diante do Grêmio: 2 a 0 para o Palmeiras. Bastou para a camisa 3, que nunca foi grande sucesso no Brasil, conquistar a torcida palmeirense.