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Concentração de CO2 tem aumento recorde, dizem cientistas ingleses

Folhapress
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Washington - Como se as recentes previsões do IPCC (o painel do clima das Nações Unidas) sobre o aquecimento da Terra não fossem pessimistas o suficiente, um grupo de cientistas do Reino Unido afirmou ontem que elas já estão defasadas: o aumento da concentração de gás carbônico (CO2) na atmosfera terrestre cresceu 35% desde o ano 2000 - uma aceleração sem precedentes.

Isso significa que, se a tendência for mantida, todos os efeitos previstos da mudança climática se farão sentir mais cedo e de forma mais aguda.

Em estudo publicado na edição de hoje da revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA (www.pnas .org), o grupo afirma que a taxa de crescimento do CO2 atmosférico foi de 1,93 parte por milhão (ppm) por ano entre 2000 e 2006.

Nos anos 1990, essa taxa era de 1,49 ppm ao ano. Hoje, a concentração de gás carbônico na atmosfera é de 381 partes por milhão, o que já representa um aumento brutal em relação aos níveis pré-industriais: em 1750, o nível de CO2 no ar era 280 partes por milhão. Nunca antes, nos últimos 650 mil anos, essa cifra havia sido ultrapassada.

O gás carbônico é o principal responsável pelo efeito estufa, nome dado à retenção do calor irradiado pela Terra por uma capa de gases na atmosfera.

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