São Paulo - O consumidor deve ficar atento a mudanças na textura, no sabor e no odor do leite. Essa é a recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Gerência de Vigilância em Alimentos (GVA) da Secretaria da Saúde de Minas Gerais.
Cláudia Parma, gerente da GVA, diz que, visualmente, o consumidor só poderá constatar a existência de soro no leite, e não a presença de substâncias químicas, como peróxido de hidrogênio (água oxigenada) e soda cáustica, encontradas em amostras colhidas pela Polícia Federal em duas cooperativas de leite em Minas Gerais.
Segundo Parma, com maior quantidade de soro o leite fica mais fluido e menos opaco. “A presença de maior quantidade de soro no leite representa um risco nutricional, e não um dano à saúde. A pessoa deixa de consumir as proteínas do produto, que estarão diluídas.”
Em relação à presença de substâncias químicas, a gerência informa que a ingestão de hidróxido de sódio e da água oxigenada em concentrações altas pode causar danos à saúde do consumidor, sobretudo ao sistema gastrointestinal. Já água oxigenada em excesso pode causar náusea e vômito sanguinolento. A secretaria destaca que os sintomas estão relacionados à ingestão das substâncias em concentrações altas e, em geral, sozinhas. Parma afirma que o consumidor não deve ferver o leite na tentativa de diluir os compostos químicos. “Ferver o leite só vai diminuir as vitaminas.”
Qualquer irregularidade constatada pelo consumidor no produto deve ser comunicada imediatamente à Vigilância Sanitária municipal.
A Anvisa diz que aguarda o laudo da PF sobre os leites adulterados em Minas Gerais para dar início a um monitoramento preventivo no mercado.