Avaré - A Justiça da Comarca de Avaré (120 quilômetros de Bauru) condenou Amauri Vieira da Rosa a quatro anos de prisão. Na condição de diretor de disciplina da Penitenciária “Dr. Paulo Luciano de Campos”, P1 de Avaré, Rosa foi flagrado quando recebia dinheiro para conceder regalias a presos no presídio. Detido em Tremembé, o acusado pode recorrer da sentença. A juíza da segunda Vara Criminal, Alice Galhano Pereira da Silva, determinou também a perda do cargo público.
Rosa foi preso no início de agosto de 2006 por policiais da Delegacia de Investigações Gerais de Avaré (DIG), em Iaras. Ele foi filmado quando recebia R$ 20 mil de advogada de detentos.
Em troca da soma em dinheiro, Rosa teria que “amolecer” a revista de visitantes, estender período de banho de sol, entre outras benesses solicitadas por detentos.
O agente teria sido transferido para Iaras juntamente com o então diretor da P1, Fernando José Tomazzella, nas modificações feitas pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). As mordomias aos presos teriam ocorrido antes da rebelião na penitenciária em maio do ano passado. Na época da prisão do agente, Tomazella acabou exonerado do cargo e voltou para a sua função original, a de agente penitenciário.
O promotor Rafael Abujamra relembra que as investigações foram realizadas pela Promotoria de Justiça de Avaré juntamente com a Polícia Civil da cidade e pelo Grupo de Atuação Especial Regional de Combate ao Crime Organizado (Graerco), de Presidente Prudente, após denúncia de um familiar de preso que vinha sendo extorquido pelo agente.
Abujamra destacou ontem para o JC que ficou satisfeito com o resultado da condenação. No entanto, avaliou que a pena que não reprime um comportamento dessa natureza. “Mas a falha é da ausência da sanção maior na lei. Não da aplicação dela pelo Poder Judiciário”, salienta. Atualmente, o promotor, que atua em Avaré, integra o Grupo de Atuação Especial Regional de Combate ao Crime Organizado (Graerco), de Bauru.