Residindo em Bauru desde 1971, venho acompanhando o progresso de alguns setores desta cidade. Transitando há mais de 10 anos diariamente pela avenida Getúlio Vargas, vi nascer muitos prédios residenciais e comerciais, lojas e muitas outras atividades. Venho notando um crescente aumento de placas, painéis e outros sistemas de propaganda, que estão encobrindo a beleza de certas construções que recebem aplausos dos arquitetos que aqui visitam. Parece que não existe uma legislação específica, pois a variedade de tamanhos, de instalações em locais estratégicos poluem a visão de quem passa por essa área. Outras avenidas e ruas principais da cidade, também estão nessa competição, como se nós consumidores fossemos portadores de deficiência visual, precisando de tamanhos gigantescos e alguns de gosto duvidoso. Até as praças e jardins adotados ostentam placas de seus tutores que encobrem a principal finalidade de revitalizar essas áreas públicas abandonadas anteriormente. Suponho, que a Prefeitura Municipal cobre por estes anúncios, pois mesmo clinicando há mais de 25 anos, por razões particulares, nunca instalei uma placa, mas recebo anualmente o carnê de Taxa de Licença e Publicidade. Será que a nossa Câmara Municipal tem essa tema regulamentado? Já foi discutido em plenário? Já consultou-se a população sobre o que acha disso tudo? O exemplo da Prefeitura de São Paulo, normatizando a propaganda, precisou de pulso forte para implantar as novas regras, que agora aliviaram a já poluída Capital, sem aquele bombardeio constante e que chegavam a promover alguns dos acidentes, pela distração imposta aos motoristas. O bombardeio de propaganda está nos encartes dos jornais que recebemos, tem semáforos onde recebemos simultaneamente até 3 propagandas diferentes, tendo o lixo, na maioria das vezes, como destino final. É um sufoco só. Com a palavra as autoridades competentes.
Arnaldo Pinzan