Washington - A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, impôs ontem novas medidas para melhorar os trabalhos de supervisão sobre os agentes de segurança privados que protegem os diplomatas dos Estados Unidos no Iraque.
Ao menos 17 pessoas morreram a tiros por seguranças de uma caravana diplomática em Bagdá no dia 16 de setembro, em um incidente envolvendo a companhia de segurança americana Blackwater.
A empresa é a principal prestadora de serviços de segurança privada do Departamento de Estado. Entre as novas medidas do Departamento, se destacam a criação de um conselho especial para investigar futuros massacres, e a instrução aos contratados sobre cultura iraquiana, segundo um relatório divulgado ontem.
O Departamento de Estado divulgou ontem oficialmente o relatório especial elaborado por uma equipe que a secretária enviou a Bagdá para investigar o acidente.
O texto recomenda, entre outras coisas, que as empresas tenham, entre suas equipes, pessoas que falem árabe. A secretária de Estado também mandou criar um posto a ser ocupado por um alto diplomata. Ele será encarregado de vigiar e acompanhar de perto as operações na área de segurança no Iraque. Provisoriamente, Steve Browning, atual embaixador dos EUA em Uganda, vai exercer a função.