Turismo

Marais, Bastille e o mundo gay

Zarcillo Barbosa e Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Outra “modernidade” de Paris é a transformação do Marais (diga Marré, como na canção infantil “Eu sou pobre, pobre, pobre, de Marré, Marré, Marré...") em comunidade gay. O bairro, tradicionalíssimo, hoje não é tão pobre assim.

No século 17 foi um pântano onde só os miseráveis moravam. Os judeus o escolheram como reduto, em dias melhores e mais recentes. Agora os gays fazem a comunidade forte. Tão forte que elegeu o prefeito de Paris, o primeiro assumidamente homossexual.

Em Paris, o visitante vai ver casais barbados andando de mãozinhas dadas pelas ruas adjacentes à Praça da Bastilha. A Rue Dellape é um encanto num sábado à noite. Tem até cachaçaria brasileira. Nem ouse se espantar...

O Marais é o bairro residencial mais próximo do Centro. Lá está o Museu Picasso, o Museu Carnavalet, que conta a história da cidade. No outro quadrante está o Centro Cultural Georges Pompidou, com seu aspecto hight-tech.

Inesquecível mesmo é comprar uma baguette saída do forno de uma das suas antigas boulangeries e pâtisseries.

A charmosa Place de Vosges está bem ali e foi inaugurada em 1614 pelo rei Louis XIII. Charmosíssima, com seus restaurantes sob as arcadas dos prédios. São 36 casas, todas iguais. Nove em cada lado do quadrilátero.

Numa delas morou Victor Hugo, a maior glória literária da França. Só por isso sua maison é um dos poucos locais, além do Carnavalet, que pode ser visitado com ingressos gratuitos. Por isso, se alguém lhe dizer que Paris está fora de moda, desconfie. Não há estação preferencial para visitá-la.

____________________

Anote bem

• Para viajar à França não é preciso visto se a viagem for de menos de três meses. Verifique se o passaporte não vai vencer nos próximos seis meses.

• As autoridades francesas costumam exigir seguro-saúde. Faça um de US$ 4 por dia, à venda nas agências de turismo.

• Paris também tem a sua rua 25 de Março. Fica na estação do metrô Besandés-Rochechuart. Para quem não pode voltar com as mãos abanando é ótimo. Mercadorias pagas em euro são sempre mais caras do que as avaliadas em real. As únicas mais baratas na França são o vinho e os queijos. Magníficos!

• O turista pode comprar um passe para todos os museus, com validade de um, dois ou três dias. Fica mais barato se for para visitar vários deles.

• Também para o metrô pode ser comprado um passe com duração de um ou vários dias. A unidade sai mais barata. Os passes são os mesmos para os ônibus. Se não quiser comprar o passe porque não vai viajar tanto assim, o carnê de dez bilhetes é a solução. Peça “na carnê de dibilhê”.

• Economize no almoço – hotéis simples oferecem o café da manhã buffet por preços em torno de 8 euros – para gastar no jantar. Não deixe de participar dos jantares-espetáculos do Lido, Bonino e do Bateux Parisisenses. Este romântico, num barco-restaurante que percorre o rio Sena e com paisagens deslumbrantes, incluindo a Torre Eiffel.

• Anote o site do Escritório de Turismo de Paris (www.parisinfo.com).

• Para maiores informações sobre turismo na França, consulte www.franceguide.com (site inteiramente em português).

Comentários

Comentários