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Franquia aflitiva ‘Jogos Mortais’ chega ao 4º filme com mais sangue

Por Jéssika Torrezan | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

A pergunta que não quer calar: se Jigsaw (Tobin Bell) e Amanda (Shawnee Smith) morreram no final do terceiro filme, por que fazer um quarto “Jogos Mortais”? Bem, provavelmente porque essa é uma das franquias mais bem-sucedidas da história dos filmes de terror da atualidade, cujos três primeiros longas arrecadaram mais de US$ 400 milhões em apenas três anos. Isso sem contar no número de DVDs vendidos, que já ultrapassou a marca de 13 milhões.

Nada mal para a Lionsgate, produtora dos filmes, que investiu apenas US$ 1,2 milhão na primeira aventura de Jigsaw e arrecadou mais de US$ 55 milhões só nos Estados Unidos. Dirigido por Darren Lynn Bousman (de “Jogos Mortais 2 e 3”), o quarto longa, que estréia hoje nos cinemas, conta a história de dois detetives do FBI que se deparam com o corpo de sua informante.

O policial Rigg (Lyriq Bent), que era amigo da vítima, é o escolhido da vez para o jogo macabro de Jigsaw, que mesmo depois de morto ainda tem os seus recrutas. Só que a brincadeira agora será um pouco diferente. Em vez de ficar amarrado/acorrentado/preso a algum mecanismo mortal ou a algum objeto pontiagudo, Rigg tem de fazer isso com outras pessoas até que cumpra o seu aprendizado, como o velho Jigsaw gostava de chamar, e consiga salvar dois policiais desaparecidos: Eric Matthews (Donnie Wahlberg) - ele mesmo, o policial do segundo filme - e Hoffman (Costas Mandylor).

Enquanto isso, a turma do FBI volta a interrogar Jill (Betsy Russell), a ex-mulher de Jigsaw, para tentar entender um pouco mais sobre o enigmático assassino e sua mania de tentar salvar suas vítimas da forma mais heterodoxa possível. E dá-lhe cenas de tortura, sangue espirrando, órgãos à mostra e muitas, muitas baixas no elenco.

Para os fãs mais atenciosos, são várias as referências aos longas anteriores. Mas quem não viu os outros filmes ou não tem boa memória não precisa se preocupar, pois o quarto longa investe pesado nos flashbacks. O problema é que, mesmo com as novas engenhocas da morte, os produtores parecem ter perdido a mão (com o perdão do trocadilho). O roteiro é fraco, e a história serve apenas de pano de fundo para o show de horror que dura 90 minutos. Para quem tem estômago forte e sádicos em geral.

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