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Três crianças morrem após deslizamento

Por Da Redação | Com Folhapress e Agência Estado
| Tempo de leitura: 2 min

Rio - Três crianças morreram soterradas ontem de manhã após um muro desabar sobre o quintal de uma casa no complexo do Alemão, zona norte do Rio. O acidente ocorreu por volta das 11h no alto da favela Nova Brasília, em Bonsucesso. De acordo com a Defesa Civil, o muro não resistiu a um deslizamento de terra provocado pelas chuva que atingia o Rio desde terça-feira.

As crianças mortas no desabamento da casa, que ficou destruída, tinham entre 2 anos e 3 anos. Todas brincavam no quintal. Um adolescente de 14 anos, que era irmão de um dos mortos, sobreviveu. Felipe Costa da Silva sofreu ferimento nas duas pernas e está internado no Hospital Getúlio Vargas. Segundo a Defesa Civil, duas toneladas de terra caíram na área. “Foi uma tragédia”, disse José dos Santos, avó de Felipe e Bruno Costa da Silva, 2 anos.

Além de Bruno, Erik Ferreira, 3 anos, e Vitor Rocha, 3 anos, morreram. O socorro aos moradores foi dificultado por causa da ação de traficantes da favela, que impediram inicialmente a entrada dos bombeiros. A perícia também não foi feita em razão das ameaças dos traficantes. Com o deslizamento de ontem, já são seis mortes no Rio em razão das chuvas que atingiram o Estado nesta semana.

A Defesa Civil do Estado informou que 2.272 pessoas estão desalojadas e 518 desabrigadas por causa das chuvas no Rio. Os municípios da Baixada Fluminense são os mais atingidos. Belford Roxo é a cidade mais castigada, com 800 desalojados e 394 desabrigados. A chuva levou o caos ao Rio. O deslizamento de 4 mil toneladas de terra iniciado na terça obstruiu o acesso ao túnel Rebouças e paralisou a cidade. Entre as 19h de terça-feira e anteontem, choveu o equivalente a 48 vezes a média diária nos nove primeiros meses do ano.

Túnel

Para acelerar a retirada das 7 mil toneladas de lama da encosta acima do Túnel Rebouças, a Prefeitura do Rio utilizou jatos d’água, um deles com o auxílio de uma escada Magirus. A previsão é de que 600 mil litros de água sejam utilizados na operação. O trabalho dos bombeiros, que jorravam água sobre a encosta para provocar o deslizamento, era interrompido apenas para a retirada da terra da saída do túnel por caminhões da Prefeitura.

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