São Paulo - A Justiça Federal negou o pedidos de um acordo de delação premiada do megatraficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadía e cinco acusados de participarem de sua quadrilha. Os outros integrantes do grupo também pediram a revogação da prisão preventiva, que foi negada pela Justiça.
A quadrilha é acusada de lavagem de dinheiro do tráfico, formação de quadrilha, uso de documento falso e corrupção ativa. Abadía é considerado pelo DEA (Drugs Enforcement Administration, a agência antidrogas dos EUA) como um dos maiores traficantes do mundo.
O colombiano foi preso em agosto deste ano na operação Farrapos da Polícia Federal. Ele teria fugido para o Brasil em 2004 após o pedido de extradição formulado pelos EUA. A mulher do megatraficante, Yessica Paola Rojas Morales, é apontada como a responsável pela contabilidade da suposta quadrilha e pelos pagamentos.
Para fazer o acordo da delação premiada, a defesa de Abadía alegou que o colombiano teria colaborado com as investigações desde a fase de interrogatórios, com esclarecimentos sobre os crimes que teria praticado no Brasil. Segundo a Justiça, os advogados alegaram que Abadía indicou valores que não teriam sido descobertos pela polícia sem a sua atuação, além de apontar as pessoas que o auxiliavam em seus negócios e confessar a autoria de alguns crimes.
De acordo com a Justiça, nenhum dos acusados, com exceção de Abadía, não admitiram integralmente o crime de lavagem de dinheiro, crime pelo qual também foram denunciados. O megatraficante admitiu parcialmente o crime, de acordo com a Justiça, afirmando, porém, que boa parte do dinheiro utilizado no Brasil seria fruto de atividades empresariais lícitas no Exterior.