Neste Natal, opções em presentes não devem faltar ao consumidor, muito menos planos de pagamento atrativos, com parcelamentos “a perder de vista”. Câmeras fotográficas digitais, aparelhos de DVD, home theater, MP3, TVs de plasma, tudo oferecido com a maior facilidade de parcelamento, apesar dos juros embutidos que quase nunca são calculados e levados em consideração pelos compradores.
Entretanto, mesmo com tanta variedade para comprar e comodidade na hora de pagar, nenhum desses produtos deve superar os aparelhos celulares em vendas neste fim de ano. Pelo terceiro Natal seguido, o telefone móvel deve liderar a preferência e as compras dos consumidores, conforme avaliação de lojas especializadas no segmento.
Em Bauru, a tendência do consumo tecnológico da população não deve fugir à regra, o que preocupa lojistas de outros setores. Eles reclamam que os celulares, nos últimos anos, têm monopolizado uma significativa fatia do mercado, antes pulverizada entre vários outros segmentos do varejo.
“E não é só no Natal, nas outras datas comemorativas também. O celular tem dominado o mercado. Acredito que o pagamento facilitado, aliado aos recursos de câmera fotográfica e MP3 que estão trazendo a mais, têm seduzido o consumidor. Sem falar na ostentação que ele representa”, ressalta Wânia Almeida Cosso, proprietária de duas lojas especializadas em perfumaria e pelúcia, no Bauru Shopping.
O celular também deve ser o “vilão” deste Natal frente à procura de outros produtos, na opinião do presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Benedito Luiz da Silva. Para ele, o aparelho deve tomar o filão de mercado entre os eletroeletrônicos e vestuário. “Ele deixou de ser a novidade e entrou na fase da troca entre os usuários, inclusive no meio das crianças. Tem muito menino preferindo celular a carrinho.”
Para Silva, o telefone móvel deixou de ser apenas um meio de comunicação. Nos últimos anos, se tornou também um recurso de entretenimento, oferecendo jogos, música, acesso à Internet e, principalmente, câmera fotográfica. “Por conta de tudo isso, ele tem tomado um mercado bastante expressivo, especialmente dos segmentos de eletroeletrônicos e vestuário”, pontua.
Expectativa
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os celulares estão presentes em 60% dos domicílios do País, o que significa que o Brasil é um dos países com mais adeptos a essa tecnologia no mundo.
Tudo indica que essa adesão dos brasileiros deve avançar ainda mais neste Natal. Pelo menos é o que mostra a expectativa das grandes redes varejistas, especializadas nesta tecnologia. Em Bauru, a meta da filial de um magazine para este ano é dobrar o volume de celulares vendidos no Dia das Mães, quando a venda do produto foi considerada recorde.
“A meta é superar as 1.300 unidades comercializadas no Dia das Mães, chegando próximo da marca de 3 mil aparelhos vendidos. Hoje, todo mundo quer um celular com câmera fotográfica, MP4, Internet”, diz Daiane Gonçalves de Oliveira, gerente-adjunto da filial.
Segundo ela, o consumidor já pode encontrar modelos para todos os gostos e bolsos. Os preços vão de R$ 99,00 a R$ 1.300,00, com opções de parcelamento em até 12 pagamentos no cartão ou em 18 vezes no crediário.
Outra grande rede varejista presente em Bauru - uma das maiores do ramo no País - também aposta que os celulares serão os campeões de vendas neste Natal. De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, a estimativa é de que os resultados deste final de ano sejam até 10% superiores aos registrados no Natal passado.
Além dos celulares, o grupo acredita que as câmeras fotográficas digitais, os aparelhos de DVD, as TVs 29 polegadas com tela plana, de LCD e plasma, além dos computadores, também devem constar na lista de preferência dos consumidores.
____________________
Preços em baixa
O consumidor poderá encontrar celulares a preços mais acessíveis neste Natal. O economista Reinaldo César Cafeo acredita que a queda do dólar, somada à melhoria da tecnologia do telefone móvel, ampliação da oferta do produto e também à concorrência das operadoras, deve baixar os preços entre 10% e 12%.
“Claro que isso vai depender do modelo do celular. O preço mais baixo poderá ser observado naqueles com acesso à Internet, máquina fotográfica, não nos aparelhos com design muito sofisticado, que costumam ser a preferência dos adolescentes”, destaca.
Cafeo lembra que o consumidor precisa gastar a sola do sapato para encontrar as melhores ofertas e, no caso de quem tem filhos na adolescência, preferir os planos pré-pagos como forma de controlar os gastos.