Politicando

Monte Cristos


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No Rio, nossa fonte de informação da revolução cubana era a “Rádio Habana, Cuba, em la banda de 20 metros”. Nela ouvíamos, enquanto agüentávamos, os discursos de duas ou três horas de Fidel Castro. Tratavam-se de congressos classistas como o das costureiras, dos metalúrgicos, etc. A cada frase de efeito de Fidel, grande advogado e excelente orador, o povo começava um coro de cinco minutos: “Fidel, seguro! Al yanque dá-le duro!”. Ou “Cuba si, yanque no!”, etc. Certa vez, perguntei ao colega Modesto, que havia estado em Cuba:

- O que o Fidel faz enquanto perdura esse coro?

- Ele se senta calmamente e começa a tirar baforadas de um charuto Monte Cristo. Ao que o “Chico Bronca”, nosso colega mineiro, intervém:

- Ainda bem que não é em Minas, caso contrário ele morria de tuberculose de tanto pitar cigarro de palha...

Rui Bertoti

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