Brasília - A equipe econômica do governo Lula vai apresentar ao PSDB nesta semana um cardápio de medidas de corte de impostos e aumento de verbas para a saúde na busca de votos dos senadores tucanos para aprovar a prorrogação da CPMF.
A proposta deve conter mais R$ 3 bilhões para a saúde além do previsto no Orçamento de 2008 e uma redução da alíquota do chamado imposto do cheque no próximo ano de 0,1 para 0,15 ponto percentual - algo simbólico, já que no início das negociações foi falado em baixar até 0,8 ponto percentual.
O governo quer atender a mais um pedido dos tucanos, mas quer ouvi-los sobre o que mais lhes interessa: corte de impostos em investimentos de saneamento ou aumento do repasse de verbas da Cide (contribuição vinculada à manutenção de rodovias) aos Estados.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse ontem que ainda não foi informado sobre o dia em que o governo vai formalizar sua proposta, mas espera que ela tenha medidas de “desoneração de impostos e corte de gastos públicos”. “Não podemos aceitar que o governo fique apenas na proposta de ter mais receita, sem se comprometer com algum tipo de redução de gastos”, disse.
Segundo a reportagem apurou, o governo acredita que conseguirá fechar um acordo com os tucanos nos próximos dias, antes da votação do relatório da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) sobre a prorrogação da CPMF. Ela já adiantou que proporá a extinção do imposto e não apresentará seu relatório nesta semana.