Por conta do escândalo do leite adulterado descoberto na semana passada em Minas Gerais, a Delegacia da Polícia Federal (PF) de Bauru está investigando se na região há laticínio que faz o envase o produto em caixinha longa vida. Se houver empresa do setor, policiais federais vão coletar amostras do leite para análise, visando verificar se há adulteração, como ficou comprovado em duas cooperativas de Minas, que adicionaram soda caustica e água oxigenada ao produto, ou não.
Em caso de coleta de amostras de leite na região, elas serão enviadas para Brasília, para análise. A medida será restrita a eventuais laticínios da região que envasam leite em caixa longa vida – e não a coleta de amostras em produtos nos pontos-de-venda - porque o leite envasado em outras regiões já está sendo analisado, de acordo com a PF.
Enquanto isso, o Governo do Estado, por intermédio da Fundação Procon-SP e da Secretaria da Agricultura e Abastecimento determinou uma operação de fiscalização para averiguar a qualidade do leite longa vida que é comercializado em São Paulo.
Em Bauru, ainda não há data para coleta de amostras. Amauri Roma, coordenador do Procon na cidade, vai reunir-se com representantes da Secretaria da Agricultura e Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) para decidir sobre o assunto.