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Presos chegam e saem

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Em Bauru, a movimentação nas penitenciárias 1 e 2 estava intensa por volta das 17h de ontem. Em pouco mais de meia hora, cinco caminhões de transporte de presos, chamados de ‘bondes’, passaram pelas unidades para embarcar ou desembarcar detentos. No entanto, de acordo com funcionários, a intensidade do trânsito de veículos estava dentro do considerado normal e os condenados teriam apenas sido levados a hospitais para receber atendimento médico ou ao Fórum de Bauru ou de outras cidades para prestar depoimento.

“Hoje não houve nada. Se tivesse alguma novidade, nós ficaríamos sabendo. Acho difícil que todos eles (presos) sejam transferidos ainda nesta semana, porque temos um feriado pela frente e no domingo é dia de visita. Geralmente as transferências acontecem em dias úteis. Seria querer arrumar confusão demais fazer essa transferência agora”, disse um agente penitenciário da P1 ontem, ao sair do seu turno de trabalho.

De acordo com um outro agente, todos os funcionários continuam sem saber quando será iniciada a transferência dos detentos, mas adianta que informações extra-oficiais dão conta de que as viagens irão levar 250 presos por vez, em comboios de cinco ônibus escoltados pela Polícia Militar. “Como são cerca de 800 presos no regime fechado em cada unidade, devem sair cerca de seis comboios. É uma operação grande. Deve haver todo um cuidado no transporte e isso demanda tempo”, destaca o agente.

Ele acredita que, se a transferência começasse hoje, seriam necessários pelo menos dez dias para que todos os prédios do regime fechado estivessem vazios. “Até o final dessa semana é impossível, porque há muitos presos, não há condições físicas para fazer isso em tão pouco tempo”, observa.

Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário Paulista (Sindcop), João Offerni Primo, somente uma força-tarefa seria capaz de concluir a transferência dos mais de 1.500 internos até o final da semana. “Mas acredito que não seja o caso. A primeira informação que tivemos foi de que as unidades seriam esvaziadas até o final de outubro. Mas acredito que a reação contrária de toda a cidade tenha feito com que o governo estadual, por ora, recuasse”, destaca.

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