• Cargueira francesa
A Renault começou a vender na Europa a versão Express Van da segunda geração da Kangoo. O modelo, desenhado para o transporte de cargas leves nas cidades, tem três opções de motores a diesel, todos baseados no propulsor 1.5 litro dCi, e outros dois trens de força a gasolina – 1.6 litro 8V de 90 cv e 1.6 litro 16V de 105 cv. Enquanto isso, no Brasil a Renault mantém no mercado a primeira geração da multivan, feita na Argentina. Ainda não há previsão de quando esta nova Kangoo chegará ao Brasil.
• Segurança na mira
O cerco às montadoras na Europa está cada vez maior em relação aos acidentes de trânsito. A Comissão Européia informou que pretende, a partir de 2009, tornar obrigatório nos carros zero-quilômetro a instalação do BAS – Brake Assist System, sistema que auxilia nas frenagens de emergência. A medida ainda é parte de um estudo publicado pela Comissão Européia, mas segundo Guenter Verheugen, representante da federação das indústrias na região, as montadoras de lá mostraram-se favoráveis à solução.
De acordo com dados da União Européia, 1.100 mortes poderão ser evitadas a cada ano se os automóveis passarem a vir de fábrica com o equipamento. O BAS monitora, por meio de sensores, a aplicação da força no pedal do freio pelo motorista quando detecta uma situação crítica. E mantém a pressão máxima nos freios, mesmo se o condutor reduzir a força no pedal. De acordo com estudos da Comissão Européia, a atuação do BAS, quando associado ao ABS, reduz em cerca de 45% o espaço necessário para frenagem total do veículo.
• Ônibus alcoólatra
Depois dos carros movidos a álcool e dos bicombustíveis, álcool e gasolina, agora é a vez dos ônibus alimentados com etanol. O Cenbio – Centro Nacional de Referência em Biomassa, do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP – Universidade de São Paulo, apresentou esta semana o primeiro ônibus movido a combustível vegetal na América do Sul.
Parte do projeto BEST – Bioethanol for Sustainable Transport, ou Etanol para Transporte Sustentável, coordenado pelo Cenbio e estimulado pela União Européia e pela Prefeitura Estocolmo, o veículo possui chassi e motor da Scania, importados da Suécia, país onde o álcool é utilizado no sistema de transporte público. Só a carroceria é brasileira, fornecida pela Marcopolo.
Com 270 cv de potência e capacidade para 63 passageiros, o ônibus movido a etanol tem custo avaliado em R$ 450 mil, muito próximo do preço dos modelos a diesel convencionais. Só que o modelo é bem menos agressivo ao meio ambiente. De acordo com Instituto de Eletrotécnica e Energia – IEE, o uso do álcool proporciona redução de 90% de material particulado, de 62% de óxidos de hidrogênio e de até 80% do CO2.