Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Educação na pauta

A pauta da sessão da próxima segunda-feira já está quente antes mesmo de sua execução. Dois temas relativos à educação municipal, um com projeto na pauta e outro em preparação, estão dando o que falar. Em um deles, uma emenda do tucano Marcelo Borges gera debate. No projeto do prefeito que reestrutura o Conselho de Educação, Borges quer que este seja apenas consultivo e não mais deliberativo, como hoje. Há teses nos dois sentidos sobre este tema.

• Mais que o termo

A troca de uma única expressão na lei é mais do que mera substituição. O fato do conselho ser deliberativo faz com que seus membros, integrados pela comunidade, possam discutir e determinar as diretrizes para o setor. Ao ser consultivo, o conselho passaria a discutir, apontar, mas não com caráter de indicativo para execução. Esta é uma parte da discussão.

• Na composição

Outra emenda altera a constituição do Conselho de Educação de seis para dois representantes de Associações de Moradores, eleitos em plenária e de dois para seis os representantes da Associação de Pais e Mestres (APM), em eleição organizada pela Secretaria da Educação. Esta questão já tem outro viés no debate, já que a composição de um conselho deve guardar equilíbrio entre sua área de atuação e suas entidades.

• E as carreiras

Ainda na área de Educação, como era de se esperar, diretores leram o material do JC sobre o projeto do Executivo que promove mudanças na grade da carreira e já se mobilizaram contra o concurso aberto, em detrimento ao interno, de promoção, conforme a regra atual.

• Herança dos tucanos

Depois de atacar os preços e as quantidades de pedágios das rodovias estaduais, o vereador Alex Gasparini (PMDB) ironizou os governos tucanos. “Depois de instalarem os pedágios, agora querem trazer o semi-aberto às penitenciárias bauruenses. Não dá para entender até quando agüentaremos isso. Que herança o PSDB está deixando? É hora de cortarmos os bicos dos tucanos de uma vez e dar um basta neles nas eleições que estão chegando”, cutucou.

• Quem inaugura?

Uma pergunta de um munícipe, durante a citada audiência pública realizada anteontem na Câmara, provocou risos entre os presentes. Ele questionou se, após uma rua ser asfaltada graças ao pagamento dos moradores, a prefeitura “inauguraria” o asfalto. “Alguém tem de inaugurar”, comentou Paulo Madureira, rindo.

• Bolso do servidor

Dezenas de servidores da Prefeitura de Bauru estão reagindo contra a cobrança instituída pelo Banco do Brasil (BB) para a manutenção das contas na instituição. Nos dois primeiros anos da parceria da prefeitura com o BB, o banco estatal nada cobrou dos servidores. Mas vencido contrato, o benefício da tarifa zero não foi mantido e quem tem conta com cheque especial está tendo de pagar R$ 24,00/mês. A conta básica custa R$ 15,00.

• Faturamento milionário

Para se ter uma idéia do fôlego que a transferência das contas para o BB gera, os 5 mil ativos, mais 2 mil inativos geram receita média só de tarifa para o banco federal de R$ 105 mil mensais, ou mais de R$ 1,2 milhão no ano. Daí fica fácil entender por que as prefeituras são tão visadas neste ramo. Esta é a “função social” do banco federal. É o novo conceito de “banco de mercado”, diretriz das eras FHC e Lula.

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