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Assassino de franceses de ONG é condenado a 59 anos de prisão

Folhapress
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Rio - A Justiça do Rio condenou ontem a 59 anos de prisão o acusado pelo assassinato de três franceses da ONG Terr’Ativa, em fevereiro deste ano. Társio Wilson Ramirez, 25 anos, que estava preso desde fevereiro, era funcionário há oito anos da organização, que tinha projetos para ajudar jovens de baixa renda usuários de drogas a se livrar do vício.

Os franceses Christian Pierre Doupes, 38 anos, sua mulher Delphine Claudie Douyère, 36 anos, e Jérôme Marie Marc Faure, 42 anos, foram achados mortos a facadas na sede da ONG que fundaram e na qual trabalhavam, em Copacabana, em fevereiro.

O 3.º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, que julgou o caso, acusou Ramirez de desviar R$ 80 mil da instituição. Segundo investigações da polícia na época, os franceses teriam descoberto o desvio, o que motivou o crime.

Segundo a decisão, Ramirez foi condenado a 18 anos e seis meses de prisão por homicídio qualificado, 37 por concurso material e mais quatro anos e dois meses de reclusão por furto qualificado, totalizando a pena de 59 anos e seis meses. Segundo as investigações, Társio contratou Luiz Gonzaga Gonçalves de Oliveira e José Michel Gonçalves Cardoso para executar o crime. Os comparsas irão a júri popular em 13 de dezembro.

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