Tribuna do Leitor

A falta e o desperdício de água


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Ontem à noite, com aquele calor de fazer muitos saírem de suas casas na tentativa de “fingir” estar se refrescando, resolvi fazer o mesmo, mas não ficar apenas sentado na calçada como tantos fazem. Saí andando, pois, ao andar, a sensação de ar batendo no rosto parecia ser mais propícia naquele instante. Ao caminhar, deparei-me com algumas pessoas, alí, nas minhas imediações mesmo, lavando a calçada, molhando o jardim ou até mesmo dando uma molhada no seu carro, até compreensivo neste momento tão quente.

Vendo isso fiquei indignado, pois em minha residência fico sem água já por volta das 11h30 até o começo da madrugada. Um transtorno para fazer tudo que seria necessário. Não temos o costume de lavar calçadas nem mesmo lavar carro na porta de casa, mas ver pessoas que moram alí perto ter água e jogar fora... Voltei na esperança de ter a agradável supresa de ver que em casa também havia chegado água, mas fiquei frustrado. Lá em casa continuava seco. Não pude deixar passar em branco. Estou aqui para perguntar ao DAE. Quando teremos regularizada a situação de falta de água na rua Martin Afonso, na Vila Souto? Por que alguns por perto têm água e outros não? E até quando vamos ver pessoas desperdiçando algo tão valioso e não serem punidas?

Francisco A. Rosa - RG 14.323.459

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