Em Bauru já faz mais de uma semana que os termômetros ultrapassam a casa do 30 graus. O calor é tanto, que a primeira coisa que as pessoas pensam para se refrescar é um belo mergulho numa piscina. Essa idéia já levou mais de mil pessoas ao Serviço Social do Comércio (Sesc) no último final de semana. Nos clubes da cidade, aulas de natação e hidroginástica atraem centenas de sócios, além de famílias que aproveitam as piscinas para se refrescarem. Quem tem piscina em casa, tem o privilégio de poder espantar o calor a qualquer hora. Estimativas dão conta que na região de Bauru, existam mais de 60 mil piscinas.
Na tarde de ontem, muitas crianças aproveitaram o calor de mais de 33 graus para se refrescarem na sede de campo do Bauru Tênis Clube (BTC). Na unidade do Centro, além dos associados que se divertiam, os atletas da natação aliavam os treinos puxados à temperatura amena da água.
A piscina da Associação Luso Brasileira de Bauru também já recebe mais visitantes nestes últimos dias. Para Jéssica Alves Correia, recepcionista de natação do clube, o aumento da procura começou no início de outubro. “Além dos praticantes da natação, muitos associados aparecem para se divertir. Mas o pico de movimento será mesmo nas férias escolares”, aponta.
Superlotação
Salva-vidas da piscina do Sesc, uma das mais procuradas de Bauru, Ben Hudson Bonetti Rego, 47 anos, ressalta que toda vez que o calor aumenta na cidade, a população procura a unidade. “Neste ano, o pico de movimento começou no início de outubro. No último domingo, tivemos uma média de 800 pessoas por dia. Mas já chegamos a ter 2,7 mil pessoas na área da piscina”, calcula.
Apesar do número muito alto de banhistas, Rego explica que a convivência é pacífica. “Procuramos pedir para o pessoal não mergulhar e orientamos a ficar de olho nas crianças”, conta. Com muita gente, ele explica que é comum uma criança se perder alguns minutos de seus pais.
Nos últimos anos, Rego observa que a presença de famílias têm aumentado. “Elas costuma passar o dia inteiro no Sesc. Vão para a piscina, depois vão pára alguma atividade e voltam para nadar”, diz. Ele destaca que para manter a qualidade da água, o tratamento é computadorizado, mantendo um padrão rígido de qualidade.
A atendente Joice Patrícia de Oliveira, 32 anos, não dispensa uma tarde no Sesc. “Venho desde 1991, quando ainda estava grávida”, relata. Hoje, é o seu filho Rhuan, 12 anos, o que mais aproveita a piscina. Enquanto Oliveira costuma freqüentar a unidade quatro vezes por semana, seu filho vai todos os dias. “Ele mal chega da escola e já pede para eu levá-lo ao Sesc”, conta. “O pessoa daqui é muito amigo. A gente já conhece todo mundo que costuma freqüentar”, diz a atendente.
Já a professora Patrícia Silvestrini, 25 anos, prefere a piscina para relaxar. “Venho durante as minhas folgas na semana, para descansar da correria do dia a dia”, explica. “Começou a fazer calor e eu voltei para o Sesc”, relata.
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Estresse
O operador da bolsa de valores Gustavo Morbeck Naka, 27 anos, destaca que além de poder se refrescar no calor, a piscina da sua casa também o ajuda a relaxar. “Ela tira o estresse acumulado por conta do mercado”, destaca.
Há quase dois anos ele divide a residência com mais dois colegas. E além da terapia, também aproveita a piscina para juntar os amigos. “É muito bom poder reunir os amigos para um churrasco na beira da piscina”, diz.
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Novas unidades subiram 15%
A expansão dos condomínios fechados em Bauru e região também está fazendo a alegria das empresas especializadas em instalação de piscinas. Para Sérgio Lemos de Oliveira, que atua há mais de 10 anos no ramo e mantém uma loja na avenida Getúlio Vargas, em Bauru e cidades da região, o número de piscinas passa de 60 mil. “Num raio de 50 quilômetros, calculo que seja mais de 60 mil. Com o aumento do número de condomínios fechados, chácaras, quem não tem, está fazendo uma piscina”, afirma.
Ele calcula que o número de novas instalações tenha aumentado até 15% em relação ao ano passado. “A procura está muito boa. E a que mais vende são as feitas em vinil”, observa.