Internacional

Manifestação anti-reforma de Chávez leva caos a Caracas

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Caracas - Uma grande manifestação oposicionista convocada ontem por grêmios de estudantes universitários exigiu que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) adie a realização do referendo sobre a reforma constitucional, agendado preliminarmente para o dia 2 de dezembro. Como já havia ocorrido na semana passada, houve enfrentamentos com a polícia pelo centro de Caracas.

A marcha de estudantes, acompanhada pela reportagem, reuniu vários milhares de manifestantes, aparentemente em número maior do que a da semana passada. Cerca de metade dos manifestantes não era de universitários, como um grupo do partido oposicionista Primeiro Justiça.

Ao contrário da semana passada, quando a Polícia Metropolitana - controlada pelo chavismo - permitiu a aproximação de estudantes e simpatizantes do governo, desta vez o forte esquema de segurança manteve os grupos afastados.

Os chavistas, cerca de 50, ficaram na entrada do CNE; o ato estudantil a uma quadra de distância. Entre eles, havia centenas de policiais e homens da Guarda Nacional (GN) e duas tanquetas militares.

Houve duas confusões à tarde, ambas iniciadas pelos estudantes. Dentro do CNE, alguns integrantes da comitiva que entregou o documento tentaram se acorrentar nas escadarias do edifício após a reunião, mas foram impedidos pela GN.

Do lado de fora, um grupo de estudantes começou a atacar o bloqueio, levantando grades para lançá-las contra os policiais, que reagiram com gás lacrimogêneo e jatos de água. O confronto rapidamente se espalhou pelo centro de Caracas. Estações de metrô e lojas foram fechadas em meio a muita correria e à chegada a pé de grupos de militantes chavistas.

Comentários

Comentários