Caracas - Depois do México, foi a vez de El Salvador criticar os planos do presidente Hugo Chávez para financiar grupos antiamericanos em seus países.
“Ter um governo, como o da Venezuela, com um orçamento para financiar grupos desestabilizadores, que aqui estão ligados ao Frente Farabundo Martí para a Liberação Nacional (FMLN), seria uma gravíssima intromissão”, disse o presidente Antonio Saca, segundo o jornal salvadorenho “La Prensa Gráfica”.
Para ele, os círculos bolivarianos em El Salvador, que apóiam Chávez, “são ligados à desordem”. O financiamento chavista, diz Saca, seria “perigoso”.
Principal partido de esquerda do país, a FMLN surgiu como guerrilha no anos 80.
No recém-divulgado Orçamento Nacional, Chávez separou US$ 193,4 milhões para “fortalecer os movimentos alternativos na América Central e no México”.
Na semana passada, a diplomacia mexicana pediu esclarecimentos a Caracas e advertiu que não precisa “de recomendação sobre como levar a relação com um terceiro país”.