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Moradores pedem novamente semáforo para Castelo Branco

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Um grupo de 10 pessoas moradoras da Vila Independência bloqueou por cerca de uma hora, durante a manhã de ontem, a avenida Castelo Branco, na altura da quadra 4. A ação foi em protesto contra o que eles consideram descaso da prefeitura em não colocar um semáforo no local para evitar os acidentes na via. Este foi o quarto protesto somente neste ano.

O grupo, formado por mulheres, homens e crianças, ateou fogo em quatro pneus no meio da avenida, obrigando os veículos a desviar pelas ruas adjacentes. Marlene Rodrigues Costa, integrante do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Oeste, explica que esta já é a quarta vez neste ano que eles protestam reivindicando um semáforo para o local.

Com cartazes nas mãos, os participantes expunham mensagens endereçadas à Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb). “Queremos semáforo, não radar que só enche os cofres públicos”, dizia um dos cartazes. “Providência já, caso contrário carro algum irá passar. Não só hoje mas todos os dias”, dizia outro.

Costa explica que o local é perigoso e critica o que considera descaso da prefeitura em não tomar nenhuma atitude. “É uma solicitação de 20 anos. Até hoje nenhuma providência foi tomada. Ontem (quinta-feira) uma jovem de 23 anos foi atropelada, imagine uma pessoa de mais idade que necessita atravessar, e as crianças então”, comenta.

A aposentada Maria Lúcia Cavalcante, 59 anos, que mora em uma residência localizada na avenida, disse que já presenciou uma morte na via. “Tem que colocar o semáforo porque aqui tem muito acidente. Eu mesmo já vi uma mulher falecer aqui no ano passado. Eu ia passando na hora e vi.”

O aposentado Pedro Taba, 65 anos, que necessita de bengalas para se locomover, revela que já chegou a esperar até 20 minutos para poder atravessar a avenida. “Eu espero, dou um tempo. Teve dia que eu esperei até 20 minutos para poder atravessar a rua”, diz. Para ele o problema são os motociclistas. “Moro há 26 anos aqui perto, na rua Alasca. Aqui na avenida o mais perigoso que eu acho são os motoqueiros. A maior parte dos acidentes é por causa deles”, comenta.

O representante comercial Ali Oussaama, 41 anos, morador na quadra 9 da avenida, acredita que é necessário contar com a sorte na hora de atravessar. “É necessário ter um semáforo. Uma pessoa idoso ou uma criança para atravessar tem que ter sorte”, diz.

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