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Kung fu: Depois de ‘lutar’ por patrocínio, chegou a hora de Ana lutar na China

Gabriel Pelosi
| Tempo de leitura: 2 min

Classificada para o Campeonato Mundial de Kung Fu que vai acontecer em Pequim, na China, na próxima semana, a bauruense Ana Cláudia Fatia, 23 anos, foi uma das quatro mulheres convocadas pela Seleção Brasileira de Kung Fu. Após a convocação, Ana iniciou a “luta” por patrocínio para custear a viagem para Pequim. Depois de muito “andar” o técnico e marido de Ana, Richard Leutz, pôde confirmar a presença da bauruense no Mundial, que dá vaga para as Olimpíadas de Pequim-2008.

Há quatro meses, Ana treina diariamente. Ontem, ela não teve feriado, realizou seu penúltimo treino antes do embarque na próxima terça-feira. O último vai acontecer na segunda-feira. Dividida entre o trabalho e os treinamentos, a bauruense revela ter “surtado” na última semana. “Estou me dedicando intensamente para o Mundial e ainda tenho que dividir o meu tempo com o trabalho nas academias. Está sendo muito estressante. Cheguei a surtar na semana passada, pensei em desistir. Mas já passou, estou muito bem preparada, treinei com a Seleção Brasileira em três oportunidades e vou para o Mundial para ficar com o primeiro lugar”, afirma Ana.

Na próxima terça-feira, a bauruense encontra os demais atletas da equipe brasileira no aeroporto de Guarulhos momentos antes do embarque. Na China, a Seleção Brasileira tem programado treinos a partir do dia 9. O Mundial começa no dia 11 e encerra-se no dia 17. Ana luta na categoria até 56 quilos na modalidade sanshou (combate). Segundo Ana Fatia, as principais adversárias do Brasil são as chinesas, bielorussas e vietnamitas.

O 9º World Wushu Championships, que será disputado no Olimpic Sports Center Gymnasium de Pequim, construído para as Olimpíadas de 2008, ainda terá Seleções da Malásia, Coréia do Sul, Rússia, Iran, Armênia, Estados Unidos, Venezuela, Itália e França. Para a bauruense, o maior desafio foi vencido no Brasil: a busca por patrocínio. No último Mundial, Ana Fatia foi convocada, mas não pode disputar porque não conseguiu verba suficiente para custear a viagem até o Vietnã.

“Nem sei como vai ser lá na China. Dá um frio na barriga, pois será em um lugar onde não falam a minha língua, dizem que vai estar muito frio. Mas são coisas que evito ficar pensando. Estou muito concentrada nos meus treinos”, afirma Ana.

“Só de conseguir a vaga e depois viabilizar minha participação no Mundial já é uma vitória e tanto. Mas estou confiante. Quero buscar o primeiro lugar na China”, completa a bauruense, que para conseguir completar o dinheiro da viagem teve até que vender rifas para os alunos e amigos.

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