• Crianças dormem mal 1
Do total de crianças de São Paulo, 70% possuem algum tipo de distúrbio do sono. Esta é a conclusão de um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde com 330 pacientes do Hospital Estadual Cândido Fontoura, maior unidade pública de saúde especializada em atendimento infantil da Capital. Foram avaliadas crianças de 4 a 14 anos, de ambos os sexos, atendidas no ambulatório do hospital. Do total que apresentou algum tipo de problema, 55% tinham distúrbios respiratórios (ronco e apnéia obstrutiva). Outras 27% apresentavam hiper-hidrose do sono (excesso de suor à noite). E 10% tinham sonolência excessiva diurna. Ainda foram detectados problemas de insônia em 3% das crianças, distúrbios do despertar (terror noturno e paralisia do sono, por exemplo) em outros 3% e distúrbio da transição sono-vigília (agitação) em 2%.
• Crianças dormem mal 2
O estudo da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo também apontou que 57% das crianças com algum tipo de distúrbio do sono são do sexo masculino. Os dados foram obtidos por meio de aplicação do questionário Sleep Disturbance Scale for Children, de padrão internacional. Em alguns casos, as crianças foram encaminhadas para exame de polissonografia. “Alguns tipos de distúrbios do sono podem prejudicar a qualidade de vida e o desempenho escolar das crianças. Por isso é importante que os pais estejam atentos e busquem orientação de um profissional de saúde se perceberem qualquer problema”, afirma a terapeuta ocupacional Clarisse Potasz, coordenadora do estudo. O Hospital Estadual Cândido Fontoura oferece, gratuitamente, atendimento especializado a crianças com distúrbios do sono, como higiene do sono, cirurgias de amígdala e acompanhamento com neurologistas e psicólogos.
• Asma infantil 1
“O seu filho chiou nos últimos meses?” Esta foi a pergunta feita pelos especialistas em alergia às mães de bebês abaixo de 2 anos de idade, em uma pesquisa realizada no Brasil e em países como o Chile, Espanha e em Portugal. Tendo como nome científico “sibilância”, o chiado é o sinal característico da asma. “Primeiro passamos por uma fase de validação, na qual pedimos para a mãe responder a um questionário, perguntando, especialmente sobre a existência ou não do chiado na criança. Depois, formamos dois grupos: o do sim e o do não. Os médicos examinavam as crianças dos dois grupos e depois os resultados foram comparadas. Conclusão: quando a mãe vem ao consultório e diz que o filho está chiando, o médico tem que acreditar, pois a mãe sabe quando o nenê está chiando”, ressalta o especialista Nélson Rosário, diretor de publicações da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI). A asma é diagnostica, na maior parte dos casos, na faixa dos 6 anos de idade ou então na adolescência e na fase adulta.
• Asma infantil 2
De acordo com os especialistas, poucos são os casos de asma diagnosticados antes dos 2 anos de idade, fase em que 80% já apresentam a primeira crise. “É importante identificar nessa faixa etária para que o tratamento possa ser introduzido ou não. A outra fase dessa pesquisa será: quais crianças precisam ser tratadas ou não. A partir daí, vamos conhecer os fatores de risco para asma futura. A pesquisa traz não só um alerta aos pais, mas, em especial ao comportamento do médico frente a uma doença que precisa de um bom acompanhamento para que as conseqüências possam ser tratadas”, enfatiza o especialista Nélson Rosário, da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia. A pesquisa foi apresentada durante o 34.º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunopatologia, que reuniu cerca de 2.000 especialistas na Costa do Sauípe (BA), de 27 a 31 de outubro. (Da Redação)
• Disk-Aids 1
Um em cada três brasileiros que procuram o Disque-DST/Aids é casado. É o que aponta o mais recente balanço da Secretaria de Estado da Saúde com base em 4.400 ligações feitas ao serviço telefônico do programa paulista de prevenção de combate à doença. Do total de chamadas recebidas no período de setembro de 2006 a agosto deste ano, 58,3% foram de pessoas do sexo masculino. O levantamento revelou ainda que os solteiros são a maioria dos que ligam para tirar dúvidas, representando 53,6% do total. As pessoas com parceiros sexuais fixos realizaram 41,6% das ligações. Outros 24,7% possuem parceria eventual e 16,6% afirmaram ter parceiros fixos e casuais. Segundo o balanço, a faixa etária principal dos que ligam para o serviço é de 20 a 29 anos, representando 43,5% dos atendimentos, seguida pela faixa de 30 a 39 anos, com 26,6%. Somente 3,7% das chamadas foram feitas por pessoas acima de 50 anos. Do total de ligações, 2.146 foram de moradores da Capital e Grande São Paulo, 1.523 do Interior e litoral, e 805 dos demais Estados brasileiros.
• Disk-Aids 2
As dúvidas sobre Aids e DSTs recebidas pelo serviço da Secretaria de Estado da Saúde nesse período se referiram a 65 temas diferentes. Das 4.400 chamadas, 15,3% foram em relação aos locais disponíveis para a realização do teste anti-HIV. Outros 9,1% eram relacionados a formas de transmissão de doenças, 8,4% sobre HPV (papilomavírus humano), 8,3% sobre janela imunológica e 7,9% sobre sexo oral. “É importante que todas as pessoas com vida sexual ativa procurem tirar suas dúvidas, sem qualquer vergonha ou receio, para não correr riscos. O Disque-Aids preserva a identidade dos usuários e conta com profissionais capacitados para esclarecer a população”, afirma a diretora do Programa Estadual de DST/Aids, Maria Clara Gianna. O Disque-DST/Aids funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, pelo telefone 0800-162-550. A ligação é gratuita.