JC Criança

Para agitar o ‘esqueleto’

Por Da Redação | Com AE
| Tempo de leitura: 6 min

Amarelinha, cabra-cega, bafo, bolinha de gude, passa-anel e tantas outras brincadeiras do passado são desconhecidas da maioria das crianças de hoje. Apesar de serem superdivertidas, muita gente prefere passar horas a fio jogando no computador e em frente à TV, para preocupação dos pais.

Que tal você experimentar e trocar o videogame e a TV por uma hora ao dia? Tenho certeza que você não vai se arrepender. O primeiro passo é visitar os amigos ou convidá-los para ir até sua casa.

Dá para brincar de correr, esconder, jogar bolinha de gude, adivinha... Outra atividade legal é ir junto com os pais para a cozinha e lá preparar uma receita (tudo com a orientação dos pais). Dá para fazer uma pizza usando massa semipronta e colocar como recheio o que tiver na geladeira. Aí é só pedir para a mamãe ou o papai assá-la e comer depois da brincadeira.

Fora de casa, outras atividades divertidas são andar de bicicleta no parque, brincar de corre-cutia, queimada e de roda. Todas elas ensinam respeito às regras, melhoram a coordenação motora e a percepção.

Confira, na seqüência, passatempos que fizeram parte do dia-a-dia de nossos bisavós, avós, pais e mães e que enchem de alegria a vida da gente.

Boca de forno

Nesta brincadeira a criançada elege “o senhor”,“chefe”, “Amo” ou “Mestre”. E esse líder dará as ordens, que deverão ser cumpridas pelos demais. Ela pode ser, por exemplo, ter de encontrar um objeto e, se não o fizer, é obrigado a dançar ou a imitar um bicho. As falas do Boca de Forno são:

- Mestre: Boca de Forno.

- Criança: Forno.

- Mestre: Farão tudo o que seu mestre mandar?

- Crianças: Faremos!

- Mestre: E se não fizer?

- Crianças Tomaremos bolo!

O mestre então manda que as crianças façam determinada coisa e a brincadeira segue.

Amarelinha

Também conhecida como “Pular amarelinha”, é uma brincadeira que estimula a criança ter as noções dos números e desenvolver o equilíbrio. Para brincar, risque dez quadrados contendo o número de 1 a 10. Nos quadrados 1 - 4 – 7 e 10, as crianças podem colocar apenas um pé, e nas demais com casas juntas 2 e 3, 5 e 6, 8 e 9 e Céu, podem e devem colocar os dois pés. Jogue uma pedrinha e vá pulando casa a casa até pegá-la. Ganha quem chegar ao céu.

Corre, cutia

A brincadeira começa com as crianças sentadas em círculo. Uma delas estará fora do círculo com um lenço na mão. As crianças começam a recitar: “Corre, cutia, na casa da tia, corre cipó, na casa da vó, lencinho na mão, caiu no chão, Moça bonita do meu coração”. Enquanto isso, com o lenço na mão, a criança vai correndo em volta do círculo e todas recitam o versinho. Quando as crianças acabam de recitar, quem está como o lenço na mão escolhe uma criança e o coloca o lenço atrás dela. Elas trocam de lugar e a brincadeira recomeça.

Esconde-esconde

Também conhecido como pique-esconde. Uma criança esconde o rosto com os olhos vendados e conta os números em voz alta e pausadamente. Os amigos vão se esconder e, quando ela terminar de contar - até dez ou 100, dependendo do que foi combinado - vai procurar a turma. O primeiro a ser encontrado será o próximo a bater cara. As demais podem se salvar individualmente, batendo no local da contagem ou salvando todas dizendo: Um, dois, três, salvo todos!

Bafo-bafo

Os apaixonados pelos álbuns de figurinhas podem usar as repetidas para a brincadeira. Depois de organizar um monte delas as crianças devem combinar quantas devem virar para cima quando elas baterem. Quem conseguir virá-las ganha as figuras.

Passa-anel

As crianças se colocam em fila, lado a lado, sentadas ou em pé, com as mãos unidas. Uma delas é escolhida para passar o anel que está entre as mãos da criança. Inicia-se o jogo com a criança que está com o anel, passando por todas as crianças, uma por uma. Ela escolhe com quem deixará a peça e, disfarçadamente, lhe diz: “Tome este anelzinho e não diga nada a ninguém”. Na seqüência, ela pergunta a qualquer uma das crianças, menos àquela que está com o anel: Com quem você acha que está o anel? Se a criança escolhida acertar, será a próxima a passar o anel. Se errar, paga uma prenda.

Dança das cadeiras

Conte o número de crianças e coloque uma cadeira a menos. Coloque uma música e interrompa-a repentinamente. Quem não estiver sentado será eliminado. A brincadeira termina quando só uma criança ficar sentada. Ela será a vencedora.

Brincadeira de roda

Os pequenos formam uma roda de mãos dadas e cantam melodias folclóricas, podendo executar ou não coreografias acerca da letra da música. Entre as melodias mais conhecidas estão “Roda pião”, “Escravos de Jó”, “Rosa juvenil”, “Sapo Jururu”, “O cravo e a rosa” e “Atirei o pau no gato”. Sugestões de CDs para colocar durante a brincadeira “Meninos de Araçuaí - Roda que Rola” e “Cantigas de Roda”, de Hélio Ziskind.

Bolinha de gude

No Interior do Estado de São Paulo e algumas regiões do Nordeste é conhecida como burca ou burquinha. Risca-se um triângulo no chão, onde cada um dos jogadores coloca suas bolinhas de gude. A partir daí, as crianças passam a se revezar usando uma bolinha para acertar nas demais, até que não existam mais bolinhas para serem atingidas dentro do triângulo.

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12 mil passos

Pesquisa feita pela Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com o Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs), mostra que as crianças fazem menos atividades físicas aos finais de semana.

Durante a semana as crianças dão em média 11.120 passos por dia enquanto aos finais de semana cai para 10.714 passos por dia. Além disso, elas passam de 5 horas para 6 horas diante da TV passa nos dias de folga.

Uma das explicações para o sedentarismo dos pequenos nos finais de semana é a escolha das atividades familiares. Ao invés de freqüentarem parques ou promover atividades esportivas, muitos optam por atividades mais tranqüilas, como ir ao cinema e restaurantes. Além disso, muitas crianças dormem em média duas horas a mais nos dias de folga. Durante a semana, as crianças têm de ir a escola, brincar no recreio e freqüentar as aulas de educação física.

Mesmo nos dias úteis da semana, a quantidade de atividade física realizada pelos pequenos fica abaixo do recomendado. O ideal é que uma criança dê 12 mil passos por dia. No sábado, por exemplo, muitas crianças fazem até 40% menos de atividades físicas. Por isso, vamos chacoalhar o esqueleto!

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