Política

Nilson e Tuga fazem só 6% de asfalto

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

Em sete anos, no período de 2001 a 2007, as gestões Nilson Costa e Tuga Angerami só asfaltaram cerca de 6% - aproximadamente 960 - de todas as 14.500 quadras bauruenses (sendo 11.000 pavimentadas e 3.500 não).

O cálculo baseia-se no total de pavimentação - incluindo recapes e asfaltamento novo - executada e informada pelas duas gestões municipais. Segundo Costa, sua administração alcançou 800 mil metros quadrados no setor. Já a assessoria de imprensa de Angerami informou que a atual administração atingiu cerca de 353,2 mil metros quadrados.

Somados, chega-se ao número de 1.153.200 metros quadrados realizados pelas duas gestões. E para finalizar o cálculo, basta pegar o total e dividir pela área média - 1.200 metros quadrados - das quadras bauruenses, chegando às 961 pavimentadas (exatos 6,6% das 14.500 quadras locais).

Se esse ritmo médio de pavimentação - 0,94% de quadras ao ano - for mantido pelas próximas gestões municipais, a população de Bauru ainda terá de esperar quase 100 anos para gozar dos benefícios de ter todas as suas quadras recapeadas ou com asfalto renovado.

Comparativamente, Costa sai-se melhor na quantidade de pavimentação efetuada, pois executou cerca de 800 mil metros quadrados - sendo 600 mil metros quadrados de recape e o restante em asfalto novo (os dados são do próprio ex-prefeito) - contra pouco mais de 353 mil metros quadrados - divididos entre 80.200 metros quadrados de asfalto novo (até agosto deste ano) e 273 mil metros quadrados de recape (até setembro) - informados pela atual administração.

A diferença favorável ao ex-prefeito explica-se pelo fato de sua administração ter efetuado grande parte da pavimentação através de empresas terceirizadas, procedimento não adotado pela gestão Angerami. Segundo Costa, somente em um contrato firmado com uma empreiteira foram executados cerca de 500 mil metros quadrados de recape. “Basta levantar o contrato, que está arquivado, para se provar isso”, disse.

Já Angerami mostra desempenho superior na realização dos serviços com equipes próprias da prefeitura - os mesmos 353 mil metros quadrados contra 51 mil metros quadrados - 31.000 metros quadrados de asfalto novo e 20.000 metros quadrados de recape - da gestão anterior. A assessoria de imprensa ressaltou, ainda, que a atual administração investe de R$ 250 mil a R$ 400 mil mensais para fabricação da massa asfáltica destinada à pavimentação e recape e que o valor varia de acordo com fatores como condições climáticas.

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Lentidão

A lentidão na pavimentação das vias bauruenses também foi apontada em reportagem recente do JC que mostrou que este ano, segundo o titular da Secretaria de Obras, Paulo Brittes, a prefeitura promoveu o recapeamento de 130 mil metros quadrados e o asfaltamento de 26 mil metros quadrados.

Levando-se em conta os números de 2007 apresentados por Brittes, a média mensal de quadras recapeadas pela prefeitura bauruense atinge pouco mais de dez.

Já a média mensal de quadras que passam a contar com asfalto novo é ainda menor: não ultrapassa duas. Os números são ínfimos diante das necessidades de asfaltamento de Bauru.

Dados da própria pasta apontaram que atualmente existem aproximadamente 3.500 quarteirões não pavimentados nos bairros periféricos da cidade.

Ainda conforme estimativas da Secretaria de Obras, das 11 mil quadras pavimentadas existentes no município, pelo menos em 8.400 o pavimento já ultrapassou os 15 anos de vida útil, período em que o asfalto já precisa passar por manutenções regulares, trabalho que nas últimas décadas não foi feito de maneira sistemática, colaborando para os buracos dominarem a paisagem das vias bauruenses.

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