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LRFB: Sob chuva, Parquinho e Redentor ficam no 0 a 0

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 4 min

Embaixo de chuva, a partida entre Parquinho e Redentor, na primeira partida da da decisão do título do Campeonato da Liga Regional de Futebol de Bauru, ficou no empate de 0 a 0, ontem de manhã, no Estádio Horácio Alves Cunha, na Bela Vista.

O jogo, que ameaçou não acontecer, pois a forte chuva que caiu durante a manhã criou poças d’água no gramado, iniciou-se com 20 minutos de atraso. O árbitro Márcio D’avila Tragante e seus assistentes Marcos Vital e Carlos Davi de Oliveira, avaliaram as condições do campo e optaram por realizar a partida, apesar da opinião contrária de ambos os times, que reclamaram do gramado.

O técnico do Redentor, Bilão, foi expulso logo no início da partida pelo árbitro Tragante por ter invadido o gramado e teve de acompanhar o jogo fora de campo. “O árbitro estava discutindo com o Osmar (Massagista) e eu pedi para o Osmar parar a discussão porque era começo de partida e ele (o técnico) me expulsou”, comenta Bilão. “Ele entrou sem autorização dentro do gramado para contestar a arbitragem”, justificou o árbitro.

O primeiro tempo da partido foi o mais tenso devido à forte chuva, o que acabou resultado em três cartões amarelos. Dois para o time do Parquinho, para os jogadores Nescau e Dica que efetuaram jogadas bruscas; e um para Mineirinho do Redentor, pelo mesmo motivo.

Logo no início do primeiro tempo, Diogo do Redentor lança a bola da lateral do Parquinho direto para o gol de Ximbu, sem sucesso. Aos 23 minutos, o Redentor tem nova oportunidade com o jogador Lucianinho, que chuta a bola no campo direito do gol do Parquinho. Mas o goleiro Chimbu espalma ao cair no gramado, o que acabou lhe valendo uma contusão. O Parquinho teve boa oportunidade aos 30 minutos do primeiro tempo quando Pinduca coloca uma bola na trave direita do gol do Redentor.

Com a diminuição da intensidade da chuva, o segundo tempo foi bastante disputado no meio de campo e ambos os técnicos realizaram algumas trocas no decorrer da partida, ao contrário do primeiro tempo onde nenhum dos dois arriscaram fazer mudanças no time.

A troca mais questionável foi feita aos 31 minutos do segundo tempo, quando o técnico Bilão tirou o jogador Lucianinho, que vinha fazendo uma ótima partida, e colocou em seu lugar Tequila. Pelo lado do Parquinho, o destaque foi o jogador Rogério.

Com o empate, a partida que decidirá quem será o campeão do 9º Campeonato da Liga Regional de Futebol de Bauru ficou mesmo para o próximo domingo, no Padilhão, quando o Redentor tentará a revanche do título de 2006 contra o Parquinho. Em 2006, o Parquinho conquistou o tricampeonato ao derrotar o Redentor por 1 a 0 na primeira partida e empatar em 1 a 1 na segunda. O Parquinho foi campeão em 2002, 2003 e 2006. O Redentor foi campeão em 2000 e busca o bi este ano.

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Torcedores comparecem apesar da chuva

Mais de 500 torcedores se espremeram embaixo da ala coberta da arquibancada do Estádio Horácio Alves Cunha, na Bela Vista, ontem de manhã para ver a partida entre Parquinho e Redentor. Uma das presenças ilustres no estádio foi o técnico do Noroeste, José Carlos Fescina, que acompanhou atentamente o primeiro confronto da decisão.

Para os torcedores, o embate não foi o espetáculo esperado devido à chuva que atrapalhou o desempenho dos jogadores. “A partida foi boa e equilibrada. O resultado era isso mesmo (0 a 0) porque não tinha muita condição para os jogadores por causa da chuva que atrapalhou um pouco”, comenta o pedreiro José Costa Neto, 31, torcedor do Parquinho.

Para o ajudante geral, Paulo César, 35 anos, o Redentor foi prejudicado pela arbitragem. “Se não fosse o juiz era para ser melhor o jogo e o Redentor ter ganhado”, acredita.

Já o torcedor Robert Wiliam Reis Santos, 32, avaliou que faltou mais entrosamento no time do Redentor. “Eu achei bem disputada a partida. Achei um jogo avante, mas faltou um pouquinho de colaboração do Redentor, mais entrosamento do time”, afirma.

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Ficha Técnica

Parquinho: Chimbu; Pinduca, Rogério Anastácio, Frizão (Ditinho) e Nescau; Souza, Fernando, Claudeir e Du; Fio (Fabinho) e Bem-te-vi.

Redentor: Édson; Moringa, Paulão, Tiziu (Clayton) e Diogo; Mineiro, Tobias, Léo e Bidy; Lucianinho (Tequila) e Fesso (Daivson).

Árbitro: Márcio Tragante.

Assitentes: Carlos David de Oliveira e Marco Antônio Vital.

Cartão Vermelho: Bilão, técnico Redentor.

Cartões Amarelos: Nescau e Claudeir (Parquinho) e Mineiro (Redentor).

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