Bariri - O comércio de carne de cordeiros vem crescendo há sete anos e os produtores de Bariri (56 quilômetros de Bauru) se preparam para ocupar um espaço ainda reservado às carnes importadas. O Sebrae está desenvolvendo um plano de ação com 15 produtores da região de Bariri, com a finalidade de facilitar o acesso à inovação tecnológica e melhorar o produto para competir nesse seleto mercado.
O Sistema Agroindustrial Integrado (SAI), módulo Bauru, programa do Sebrae, a Cati e a Cooperativa Consolidar estão trabalhando para organizar a cadeia produtiva, explica o agente de desenvolvimento do programa, Fabiano Gonsalves Meira.
“Estamos em busca da união dos produtores, acesso à inovação tecnológica com foco no manejo, exercício constante da rede de contatos com o intento de atrair novos parceiros e majorar a competitividade no mercado”, detalha.
Na região de Bariri, são 15 produtores participantes do programa, mas calcula-se que esse número não é sinônimo do total. “Os ovinocultores participantes estão nos municípios de Arealva, Bariri, Bocaina, Boracéia, Dois Córregos, Itaju e Jaú.”
O trabalho, que já dura três meses, possibilitará as compras conjuntas que implicam em baixa no custo. “Vamos trabalhar com custo de produção baixo através de compras conjuntas.”
Meira ressalta que os produtores trabalhavam de forma amadora e com o programa estão se profissionalizando. “Na área tecnológica, ainda falta acesso à capacitação de manejo sanitário, manejo produtivo e de pastagens.” Segundo o agente, o aumento da demanda desperta a atenção dos produtores rurais de todo o País. “O rápido ciclo produtivo e a boa adaptação dos animais às condições brasileiras são alguns dos atrativos da ovinocultura. O setor se apresenta com opção de renda às pequenas e médias propriedades.”
Ele frisa que os animais são rústicos e de fácil manejo, o que contribuiu para propriedades com restrição de espaço. “A produção durante o ano inteiro é outro fator que caracteriza a ovinocultura como atividade promissora.”
Os maiores consumidores de carne de cordeiro estão no Sul e Sudeste do Brasil, onde 70% da carne consumida é importada. “É esse espaço que os produtores brasileiros pretendem ocupar.”