Marília - As acusações contra a administração municipal de má uso do dinheiro público na concessão de auxílio para atletas e pessoas carentes vêm repercutindo há vários dias em Marília. O JC apurou que não será fácil a aprovação na Câmara Municipal da Comissão Processante (CP) contra o prefeito Mário Bugareli (sem partido).
Quem avalia a indisposição do Legislativo para criar uma Processante argumenta que a legislação municipal, prevendo a concessão dos benefícios, teria brechas. Essas lacunas dariam margem para manobras como as que beneficiam pessoas que não se enquadrariam totalmente nos requisitos. Oficialmente, ontem os vereadores receberiam cópia da representação protocolada no Legislativo na última quinta-feira.
O pedido de instalação da Processante deve ser apreciado somente na próxima segunda-feira. Caso seja aprovada, a Comissão terá três vereadores e prazo de 90 dias para finalizar os trabalhos. Em seguida, o relatório, pedido de cassação de mandato ou arquivamento das acusações, será votado pelo plenário do Legislativo. Diferente de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), a CP pode pedir a cassação direta do mandato por já ter provas suficientes, dispensando investigação.