Internacional

México: desordem na entrega de alimentos agrava crise em Tabasco

Folhapress
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Villahermosa - A crise que há oito dias vive o Estado mexicano de Tabasco (sul), afetado pelas piores inundações de sua história, agravou-se ontem com a desordem na entrega de alimentos e a insegurança percebida após serem registrados saques.

As inundações começaram na noite de domingo (28) e se agravaram na quarta-feira seguinte. Centenas de pessoas negavam-se a abandonar suas casas em Villahermosa, capital do distrito, por medo dos saqueadores que percorrem de lancha as zonas alagadas quebrando cadeados de residências e estabelecimentos comerciais abandonados.

Muitos permanecem nos telhados de suas casas e improvisam letreiros pedindo água e comida, mas relutam em acolher refugiados ante a possibilidade de ter roubado o pouco que as inundações deixaram.

O desespero de muitos transformou-se em raiva devido aos problemas encontrados para distribuir a ajuda que começou a chegar a Tabasco. Apesar das enchentes persistirem, não choveu no último fim de semana, e as águas baixaram.

Até o momento, o governo de Tabasco calcula que mais de um milhão de pessoas foram afetadas pelas inundações. As autoridades confirmaram a morte de uma pessoa. A imprensa local informa 4 falecimentos e pelo menos 100 mil pessoas isoladas. Segundo um funcionário da Cruz Vermelha, 650 abrigos foram instalados em áreas altas em Tabasco.

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