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Cidade não está preparada para chuvas

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Os transtornos provocados ontem demonstram que o Município ainda não está preparado para enfrentar chuvas fortes. Quem admite é o coordenador da Defesa Civil, tenente Eros Pereira. No entanto, ele ressalta que a situação poderia ser muito pior, se as secretarias municipais não trabalhassem em conjunto e tomassem providências como a instalação de galerias nas avenidas Castelo Branco e Jânio Quadros.

Tanto que não houve desabrigados. Ainda assim, ontem ele transitou pela cidade com lonas para ceder a quem precisasse delas. “A prefeitura está ciente de tudo o que é necessário para a população não sofrer”, explica. No entanto, ele também espera colaboração por parte dos munícipes.

Se por um lado a administração municipal deve promover a limpeza das bueiros, cabe à população não deixar lixo nas ruas que possam entupi-los. “Na (avenida) Nações (Unidas), a água está saindo pelas bocas-de-lobo, que estão sujas”, informa. Eros também orienta as famílias que moram em áreas de risco, como em beira de córregos, a deixar a moradia em dias de chuva forte ou a reforçá-las.

“São problemas sociais que demandam grandes investimentos”, acrescenta o comandante do Corpo de Bombeiros, major José Guerxis de Aguiar. De acordo com ele, a capacidade da cidade absorver a chuva depende das características da precipitação. Se vierem associadas a vento ou forem muito intensas, os riscos são maiores.

“Pode chover 100 milímetros, mas de forma compassada. Se cair 80 milímetros em apenas uma hora, não há sistema (de captação de água) que agüente”, conclui.

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Supermercado

Na quadra 11 da rua José Henrique Ferraz, no Jardim Ferraz, clientes de um supermercado ficaram ilhados por cerca de 40 minutos. A via foi completamente tomada pela água e barro e somente alguns veículos tinham condições de transitar. De acordo com Donato Avelino da Silva, gerente do estabelecimento comercial, todas as vezes em que há chuva mais intensa, as ruas de terra que estão em um nível mais elevado acabam “presenteando” o supermercado com muita lama.

“Toda a água é escoada para cá, não há boca-de- lobo e todas as vezes que chove é sempre a mesma coisa. Ficamos isolados, ninguém entra e ninguém sai”, explica. Silva acredita que, a instalação de pelo menos duas bocas-de-lobo uma na rua acima e outras duas na rua José Henrique Ferraz, solucionaria o problema. “Por várias vezes já pedimos providências para a prefeitura, mas até agora ninguém resolveu nada”, lamenta.

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