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Tiros atingem manifestantes contra Chávez

Folhapress
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Caracas - Um grupo armado abriu fogo ontem contra estudantes no campus da Universidade Central da Venezuela (UCV), em Caracas, quando os universitários voltavam de uma passeata de protesto contra a reforma constitucional proposta pelo governo. Ao menos seis pessoas ficaram feridas, duas a bala, segundo o diretor-geral de Proteção Civil, Antonio Rivero.

Segundo a polícia, o grupo não foi identificado. “Grupos armados começaram a disparar armas de fogo nos estudantes que voltavam da marcha pacífica”, afirmou o professor de direito da universidade, Jorge Pabón, ao canal de TV local Globovisión.

Não estava claro, até as 20 horas, se o grupo armado já havia deixado o campus. Segundo o jornal “El Universal”, o vice-reitor da UCV, Edgar Narváez, afirmou que as autoridades tentariam conversar com atiradores que ainda estariam em um dos edifícios. A Guarda Nacional venezuelana não havia sido autorizada por dirigentes da universidade a entrar no local.

Sem incidentes

A violência na UCV começou após uma passeata sem incidentes que reuniu dezenas de milhares de pessoas em Caracas. Ao final da marcha, uma comissão de estudantes entregou ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) um pedido formal para adiar o referendo sobre a reforma constitucional, marcado para 2 de dezembro.

Cerca de 3.000 policiais, munidos com gás lacrimogêneo, mantiveram-se no percurso da passeata.

Os grêmios estudantis promovem há duas semanas atos públicos massivos contra a reforma constitucional. Em vários deles houve confronto entre estudantes, grupos chavistas e policiais.

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