Regional

Desmontado esquema de encomenda de droga por telefone em Lençóis Pta.

Por Davi Venturino | Com Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 3 min

Lençóis Paulista - Uma movimentação financeira diária de cerca de R$ 1,2 mil com venda de entorpecentes por encomenda. A Polícia Civil flagrou o negócio criminoso comandado por um homem acusado de tráfico em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru). Por noite, o acusado atendia cerca de 60 encomendas em Lençóis e Macatuba.

A.L.L.N. (somente as iniciais foram divulgadas pela polícia), 43 anos, foi flagrado durante a madrugada de ontem no momento em que entregava uma “encomenda” a uma cliente em Lençóis Paulista. Com domicílio no Centro da cidade, o acusado utilizava um Tempra, placas BPG 9428, de Lençóis Paulista, para fazer as entregas.

De acordo com o delegado titular de polícia de Lençóis Paulista, Luiz Claúdio Massa, as investigações já vinham ocorrendo há algum tempo e as ligações telefônicas do suspeito estavam sendo interceptadas com autorização judicial. “Passamos a monitorar. Ele fazia as entregas, cerca de 60 por noite, e atendia só no período das onze da noite às quatro da manhã”, explica.

Uma agenda encontrada com o acusado revelou à polícia que o traficante possuía uma lista de clientes estimada em, aproximadamente, 300 pessoas. “Esta lista, da agenda, contém as pessoas para quem ele vendia fiado. O tamanho da clientela dele era de aproximadamente 60 pessoas por noite e não eram sempre as mesmas”, revela. “Nós temos a relação e agora vamos começar a intimar, mas não temos ainda um número preciso. Acredito que seja em torno de 300 pessoas, mais ou menos, neste mês todo”, revela Massa.

De acordo com as anotações, o acusado vendia cada porção de duas gramas de cocaína a R$ 30,00 e a mesma quantidade de crack por R$ 10,00. Estima-se que, em média, o “negócio” girava cerca de R$ 1,2 mil por dia ao fornecedor.

O delegado não descarta a possibilidade de algumas das pessoas listadas na agenda serem revendedoras de drogas. “Na agenda, ele tinha uma folha para cada um, onde anotava tudo o que a pessoa pagava. Esta deve ter mais ou menos umas 40 pessoas”, conta.

Massa explica que, além de agir apenas no período noturno, o acusado, quando em contato por telefone com os clientes, evitava mencionar o lugar de entrega, para não levantar suspeitas. “Uma coisa que chamava a atenção é que ele tem uma audição muito boa. Ele não admitia muito que os compradores falassem o nome e o local da entrega. Normalmente, já pela voz, ele identificava o comprador e dizia que dentro de 10 minutos ele estaria lá. Isso dificultava um pouco o nosso trabalho porque a gente não sabia onde eram esses 10 minutos dele”, explica o delegado.

Deslize

Como não existe crime perfeito, os deslizes dos clientes acabaram levando a polícia a conseguir armar um flagrante para o acusado. Uma cliente indicou o local da entrega enquanto encomendava a droga por telefone ao fornecedor. “Esta noite resolvemos acabar com a festa dele e conseguimos prendê-lo quando ele estava entregando dois papelotes de crack para um usuário. Posteriormente, no carro dele, nós encontramos mais 23 papelotes de crack e 17 de cocaína”, explica Massa.

De acordo com o delegado, A.L.L.N. não possui antecedentes criminais, mas tem um filho preso em Barra Bonita, também respondendo por tráfico de entorpecentes, ocorrido há cerca de três meses. Segundo o delegado, suspeita-se de que o entorpecente comercializado em Lençóis Paulista vinha da Capital. A.L.L.N. foi preso em flagrante por tráfico de entorpecentes e encaminhado para a Cadeia Pública de Avaí, onde ficará à disposição da Justiça. A polícia vai realizar investigações para identificar os suspeitos de revender entorpecentes comprados de A.L.L.N.

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