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Corpo de estudante de Geografia é encontrado no campus da USP

Folhapress
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São Paulo - O corpo do estudante Carlos Andrei Carvalho, 32 anos, foi encontrado ontem à tarde em um matagal no campus da Universidade de São Paulo (USP), no Butantã, zona oeste de São Paulo. Carvalho fazia o curso de Geografia, no período noturno, na Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas (FFLCH).

O estudante estava desaparecido havia quatro dias. Carvalho só foi encontrado depois de um dia de buscas do Comando de Operações Especiais (COE) da PM pelos matagais da USP. O corpo estava numa mata perto da Avenida Lineu Prestes, uma das principais do campus. Não havia marca aparente de violência, mas corpo já estava em estado avançado de decomposição, o que prejudica a identificação de possíveis sinais de agressão. A 100 metros do local onde a polícia encontrou Carvalho, foram achados um copo de plástico e várias seringas.

De acordo com o delegado José Manoel Martins, do 93.º DP, não está descartada a hipótese de suicídio. Mas, segundo ele, ainda é impossível saber se as seringas encontradas foram usadas por Carvalho. O corpo do estudante deveria ser examinado ainda esta sexta-feira no Instituto Médico-Legal (IML).

Na noite de terça-feira (06), a mulher do estudante, uma jovem de 23 anos, foi ao 51º DP, no Butantã, para relatar o sumiço de Carvalho. Segundo o depoimento da jovem à polícia, o estudante havia saído naquele dia de manhã, por volta das 6h30, para ir trabalhar, mas não chegou no serviço. Além de estudar na USP, Carvalho era funcionário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Quarta-feira, um dia depois de prestar queixa sobre o desaparecimento do marido, a mulher foi levar o filho de 4 meses, que ela tinha com Carvalho, para o Hospital Universitário, dentro do campus da USP. No caminho, encontrou o carro do marido, um Renault Clio, estacionado na Avenida Lineu Prestes, perto do prédio da faculdade de Carvalho.

Notou que o veículo estava com as portas abertas e com a chave no contato. Anteontem, o COE começou as buscas ao estudante na região. De acordo com o depoimento da mulher de Carvalho no 51º DP, o estudante sofria de síndrome do pânico, tomava medicamentos de uso controlado e era acompanhado por um psiquiatra.

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