• Justiça, Serra e presídio
Em entrevista concedida à imprensa ontem, em Marília, onde participou de solenidade de assinatura de contratos firmados pela CDHU e de programa de pavimentação, o governador José Serra atribuiu à Justiça a responsabilidade pela mudança do regime fechado para o semi-aberto nas penitenciárias bauruenses. Há milhares de presos no Estado que já deveriam ter ido para o semi-aberto e ainda estão no regime fechado e a Justiça pode mandar soltá-los se o Estado não abrigá-los.
• Cruel jogo de empurra
A denúncia da morte de uma pessoa por meningite, anteontem, enquanto aguardava um leito de UTI para ser atendida dignamente, merece ampla reflexão junto às autoridades locais ligadas à Regional Estadual de Saúde. O não atendimento da paciente caiu no absurdo da discussão sobre de quem era a responsabilidade, se do Manoel de Abreu (AHB) ou do Hospital Estadual (HE). Enquanto isso, a paciente morreu.
• Máquina e especialidade
O Estado deve garantir atendimento de casos comprovadamente graves. O que não é concebível é que a Direção Regional de Saúde saia com o comentário simplista de que o Manoel de Abreu é quem responde por especialidade na área de doenças infecto-contagiosas, mas quem tem os equipamentos mais modernos para casos especiais é o HE. Absurdo isso. Um tem a máquina e o outro a obrigação no papel.
• Atendimento regional
Outro dado alarmente é que o Hospital Estadual, reconhecidamente um centro de excelência no atendimento de especialidades médicas, conforme a lista do pacto de gestão firmado com o governo, conta com apenas um leito para adulto e outro para criança para casos que exigem isolamento. Só que sua área de cobertura é regional, para uma população de mais de um milhão. E ontem, gente da burocracia da saúde ainda teve a coragem de dizer que as vagas são suficientes.
• ‘Língua presa, rabo não’
Quem saiu com esta frase foi o deputado federal Vicentinho (PT), ao falar a assentados do Terra Nossa ontem sobre sua peregrinação para convencer o Congresso da aprovação de verbas no orçamento para estruturar a atividade de agricultura familiar. Segundo ele, o enfrentamento é pela terra e isso vale tudo. “Podem me criticar por ter língua presa, rabo não”, discursou.
• Gerador para cineclube
O representante do prefeito na solenidade de instalação do Assentamento Terra Nossa, Henrique Perazzi de Aquino, da Secretaria de Cultura, prometeu levar sessões do cineclube ao local. Para tanto, será necessário, porém, levar junto com os rolos de filme um gerador. No assentamento não há energia e o governo federal não incluiu este benefício no programa Luz para todos na zona rural.
• Turismo ferroviário
Vicentinho (PT) anunciou em sua visita ao acampamento emenda orçamentária para 2008, de sua autoria, para destinar R$ 200 mil para programa de recuperação de estações ferroviárias para ação de turismo em Bauru. O projeto de recuperação das estações de Triagem, Curuçá, Val de Palmas e Tibiriçá, inseridos na rota do Ferrovia para todos, custa R$ 234 mil. Será que Bauru terá condições legais de receber o dinheiro no ano que vem?