A demora na regularização fundiária do Assentamento Terra Nossa mantém as 154 famílias com dificuldade de acesso à água. Agora como assentamento, entretanto, a unidade espera que a regional Bauru da Central Única dos Trabalhadores (CUT) possa finalmente utilizar os 20 mil euros doados por sindicalistas espanhóis em 2005, da comissão de Obreras de Asturias, na perfuração de um poço no local.
A regional da CUT confirma que já conta com projeto aprovado para investir R$ 53 mil, relativos à verba doada em 2005. Mas o processo contou com autorização para instalação do poço somente neste ano, com o Incra encaminhando o procedimento há três meses. Além das autorizações relativas aos órgãos ambientais, a utilização da doação esbarrou no fato do antigo acampamento ter sido regularizado somente agora.
Segundo a CUT, a empresa contratada para instalar o poço, a Constroli, prometeu transportar o equipamento de Minas Gerais para Bauru neste mês. Com a vinda do equipamento e a autorização do Incra, a entidade acredita que a instalação ocorra em apenas três dias. Depois, a CUT Bauru terá de prestar contas da utilização da verba junto ao sindicato espanhol.
O poço não resolve, entretanto, os problemas de acesso a água no acampamento. Conforme o presidente da associação dos assentados, Celso Lis Costa, será necessário encaminhar projeto ao Incra para abastecimento de água nas residências e com capacidade de atendimento para toda a comunidade. “O poço inicial, que esperamos da verba doada pela comunidade Asturias, será para iniciar”, conta.