Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Tormenta eleitoral

As idas e vindas da política, principalmente em períodos pré-eleitorais, levam e trazem surpresas, como as ondas do mar. A mais recente maré traz um prenúncio de crise no DEM, onde o pré-candidato José Clemente Rezende já não seria uma unanimidade. Há fatores que determinam esta intempérie. Dudu Ranieri, líder da legenda, confirma que Clemente foi para o DEM mediante um acordo que previa sua candidatura a prefeito. Mas ressalva: há um porém.

• ‘Tem que ser viável’

“Ele é o pré-candidato a prefeito, mas precisa viabilizar sua candidatura político e financeiramente”, disse Dudu, ainda na semana que passou, em um famoso café. Por viabilidade política entenda-se “decolar” em termos de opinião pública. Financeiramente, o termo por si só encerra a explicação. A avaliação no DEM é que a pré-candidatura de Clemente ainda nem amornou.

• Caio Coube e Dudu

Além do mais, já é voz corrente no DEM que o Palácio dos Bandeirantes (Casa Civil) tenta amarrar o DEM de Bauru ao trem tucano, através da negociação de apoio à candidatura de Gilberto Kassab (DEM) à Prefeitura de São Paulo, do arco de alianças do PSDB. Neste sentido, uma dobradinha Caio prefeito e Dudu vice surgiria como o canto da sereia aos demistas (ou demos, como os ex-PFL detestam ser chamados).

• Debate dos petistas

As chapas que disputam o comando estadual do PT vão debater suas teses hoje, a partir das 9h, em encontro marcado para a sede do Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio), na avenida Nações Unidas. A oposição promete jogar duro contra o que considera “marasmo” da ala governista e a fase de “hibernação política” da legenda em Bauru. Roque Ferreira debaterá pela chapa “Programa Operário e Socialista”.

• ‘Votou nos Coube’

Tucanos amigos do vereador e ex-colega de legenda Toninho Garmes disseram ontem que o pré-candidato a prefeito pelo PTB votou “nos Coube” em eleição no conselho do BTC, na última sexta-feira. A brincadeira foi uma referência ao voto de Garmes na chapa Renovação, na escolha de um quinto dos conselheiros do BTC. A chapa vencedora (com o voto de Garmes) tem Rodrigo Coube entre os seus integrantes.

• Pedido de liminar

Por falar em Garmes, o destino de seu mandato de vereador começa a ser traçado nas mãos da juíza Clarissa Campos Bernardo, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo. A ação do PSDB que pede a vaga de vereador por Garmes ter se desfiliado do partido em agosto passado está distribuída desde quinta-feira passada e com pedido de tutela antecipada, ou seja, liminar. O julgamento da liminar poderá ocorrer nos próximos dias.

• Sem inelegibilidade

Tem gente confundindo as ações que discutem eventual perda de mandato por desfiliação partidária com proibição do mandatário concorrer nas próximas eleições. O caso de Garmes é um desses. Se o TRE decidir que sua vaga de vereador deve ser devolvida ao PSDB, por infidelidade partidária, isto não o impedirá de disputar a eleição de 2008. Ou seja, não há inelegibilidade neste caso.

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