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Choque retira alunos da reitoria da PUC

Por Cinthia Rodrigues | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Os estudantes que ocupavam a reitoria da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) havia cinco dias, deixaram o campus de Perdizes (zona oeste) na madrugada de ontem, depois que a Tropa de Choque da PM entrou no prédio. Ao todo, 132 alunos saíram, em grupos de dois a cinco, vigiados por 224 policiais que participaram da operação. Do lado de fora, outros 22 alunos, também identificados pela polícia, receberam os colegas com aplausos.

A invasão fez parte de um protesto contra as alterações na estrutura administrativa que a instituição quer implementar. Os estudantes afirmam que não houve diálogo suficiente sobre a questão e reivindicam que a proposta de mudança não seja votada em 12 de dezembro. A polícia entrou às 2h55 com mandado de reintegração de posse expedido no dia 6, apenas um dia após os alunos derrubarem uma divisória interna do campus e invadirem a reitoria.

Segundo o comandante da Tropa de Choque, coronel Joviano Conceição Lima, desde então, estava sendo montada a operação especial. “Fui o primeiro a falar com eles e expliquei as três possibilidades: de eles saírem pacificamente, de serem retirados, ainda pacificamente, ou, se fossem agressivos, do uso de energia da nossa parte”, disse Lima.

O grupo saiu de forma pacífica. Na calçada em frente à universidade, no entanto, a maioria continuava revoltada. “Amanhã vai ser pior”, gritavam em coro, entre outras frases de ordem, o hino nacional e canções de Chico Buarque. Eles também lembravam a invasão da PUC pela polícia há 30 anos, em 22 de setembro de 1977, considerada um marco na luta contra a ditadura.

Segundo a Secretaria da Segurança, os alunos não serão indiciados porque não houve resistência nem desacato. O vice-reitor comunitário João Décio Passos disse que agora pode “voltar a negociar com os alunos” e retomar as atividades acadêmicas.

As aulas não foram suspensas durante o período da invasão. Nas três salas ocupadas pelos alunos, havia cartazes como “lixo no lixo” e “sem álcool ou drogas”. Foram encontradas três bitucas de cigarro que o coronel disse acreditar que seja maconha. Da calçada, foram recolhidas 22 garrafas pequenas de cerveja, três latinhas e um copo plástico. Já os alunos encontraram na reitoria dez caixas com garrafas de champanhe. A bebida francesa foi deixada exposta em cima da mesa.

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