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Mãe de vítima de acidente faz carreata pela paz no trânsito

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Sensibilizar os jovens sobre a importância de dirigir com cautela e responsabilidade. Essa foi a missão que a secretária Madalena Pelissari Bittencourt assumiu para si há quatro anos, desde que perdeu um filho em um acidente de trânsito. Pelo quarto ano consecutivo, ela realizou ontem uma carreata para pedir conscientização das famílias para o perigo da associação de bebidas alcoólicas, drogas e excesso de velocidade no volante.

Depois de uma queima de fogos em frente ao Teatro Municipal, a mobilização seguiu pela avenida Nações Unidas até a altura do viaduto da rodovia Marechal Rondon. De lá, os carros retornaram para o ponto de partida. No trajeto, em meio a um buzinaço, os participantes empunharam balões brancos e exibiram faixas com dizeres em prol da paz no trânsito e contra as drogas.

Na chegada, a apresentação da banda gospel Visão M5 animou a todos com um repertório pop rock. “Esse show de encerramento é para mostrar para os jovens que podemos ser felizes cantando, dançando, sorrindo e brincando, sem precisar de drogas e álcool”, discursa a secretária.

Com a manifestação se consolidando após sua quarta edição, neste ano Madalena fortaleceu sua iniciativa com a aprovação do projeto de lei do vereador Arildo Lima Júnior (PP), que instituiu o dia 9 de novembro, data em que Fernando morreu, como o Dia da Não Violência no Trânsito. Audaciosa, Madalena já atribuiu como próxima meta transformar a data em uma celebração nacional. “Não só em Bauru, mas também em todo o Brasil, diariamente falecem jovens vítimas de acidentes de trânsito. Este dia de reflexão precisa ser reconhecido nacionalmente”, justifica.

Fernando Pelissari Bittencourt, 20 anos, morreu no dia 9 de novembro de 2003, quando o carro que dirigia bateu em um poste na quadra 51 da avenida Nações Unidas, próximo ao Núcleo Geisel, em Bauru. Segundo a mãe, o rapaz havia passado a noite com uma turma de amigos e levava um deles para casa quando perdeu o controle do veículo.

“Havia uma saliência no asfalto e o carro desgovernou, porque ele estava em alta velocidade. Meu filho não vai mais voltar. Por ele eu não posso fazer mais nada, mas tenho que fazer para tentar poupar a vida de todos os outros jovens que ficaram”, destaca. Madalena lembra que havia mais três jovens com o filho. Todos se machucaram, mas Fernando não resistiu.

De acordo com informações da Polícia Militar, que realizou a escolta da carreata, desde o início do ano, 24 pessoas morreram em acidentes de trânsito na área urbana de Bauru. A grande maioria delas era de homens com idade entre 18 a 30 anos. Deste total, 15 eram motociclistas, oito eram pedestres e um era ciclista. “Neste ano, não houve nenhuma vítima fatal de condutores de carros, acredito que em função da fiscalização e da conscientização dos motoristas”, frisa o tenente Bruno Scarp Mandaliti, comandante de 1.º Pelotão de Força Tática.

No entanto, ele ressalta que o número de vítimas fatais é alto e que ainda falta conscientização dos condutores de veículos dentro da cidade. “Por isso, estamos aumentando a fiscalização sobre motociclistas que avançam o sinal vermelho e também sobre o uso do capacete, que é um acessório de segurança obrigatório”, afirma.

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