Madri - Enquanto o governo espanhol tentava ontem pôr panos quentes na discussão travada no fim de semana entre o rei do país, Juan Carlos, e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o partido oposicionista PP exigia medidas contra Caracas.
O ministro do Interior da Espanha, Alfredo Pérez Rubalca, declarou que o entrevero entre o monarca e o presidente não deve afetar as relações entre a Espanha e a Venezuela. Rubalca lembrou, porém, que o venezuelano deve “respeitar” o rei e o povo espanhóis.
Tudo começou durante o encerramento da 17.ª Cúpula Ibero-Americana, Chávez acusou o ex-premiê espanhol José María Aznar de fascista. Ao que o atual premiê e sucessor de Aznar, o socialista José Luis Rodríguez Zapatero, interveio, pedindo respeito a um líder que havia sido eleito democraticamente. Mas Chávez seguiu atacando Aznar. Foi quando o rei da Espanha, Juan Carlos, que estava ao lado de Zapatero, perguntou a Chávez, alto, "Por que não te calas?".
O venezuelano retomou a discussão no dia seguinte, acusando o rei de saber previamente da tentativa de golpe na Venezuela em 2002, que, frustrada, deixou Chávez dois dias fora do poder.
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Venezuelano recebe crítica da ex
Caracas - A ex-primeira-dama venezuelana Marisabel Rodríguez, 42 anos, criticou a reforma constitucional promovida por seu ex-marido, o presidente Hugo Chávez, engrossando assim a lista de ex-aliados que se voltaram contra a proposta.
Ela disse, entre outras coisas, que a reforma não responde aos verdadeiros problemas venezuelanos e que seu objetivo é desviar as atenções dos fracassos de quase nove anos de governo “revolucionário”.