Paris - A exemplo do que ocorreu em 18 de outubro, as redes de trem, metrô e transportes urbanos serão amanhã duramente afetados na França, em razão de nova greve convocada contra o plano do presidente Nicolas Sarkozy de extinguir o regime especial de aposentadorias.
O regime especial, instituído em 1945, beneficia ferroviários, metroviários, motoristas de ônibus urbanos, trabalhadores nas estatais de gás e eletricidade e funcionários da Ópera de Paris, que se aposentam com 37,5 anos de contribuição, contra 40 anos para os demais assalariados franceses.
O jornal “Le Monde”, que faz oposição a Sarkozy, acredita que os grevistas estão perdendo o apoio que por momentos chegaram a ter na opinião pública. Cita Stéphane Rozès, do instituto CSA, para quem “há um conflito setorial contra o interesse geral”. Pesquisa do instituto BVA revela que 55% consideram as greves “injustificadas”. O “Libération”, de esquerda, traz outra pesquisa, pela a qual só 35% apóiam as greves, e 59% se colocam contra.
Discursando ontem no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, o presidente francês disse que “levará até o fim” as reformas.