No dia 15 de novembro, quando comemoramos a Proclamação da República, meu nome foi citado em uma carta nesta coluna, a respeito da transformação provisória das penitenciárias P1 e P2, em regime semi-aberto.
Isso me fez lembrar que o marechal Deodoro da Fonseca, em seu primeiro ato administrativo, declarou a “República Provisória do Brasil”, me levando a acreditar no ditado popular onde se diz que tudo o que é provisório, neste país vira permanente. Outros exemplos mais recentes: o IPVA, criado para conservação de estradas, virou imposto e a CPMF, também criada para uma situação específica, a saúde, está virando definitiva.
Quanto à transformação das P1 e P2 em semi-aberto, tenho me posicionado, desde o início, radicalmente contra, através de declarações públicas e discussões na Câmara e em audiências. Fiz parte da comitiva bauruense que se deslocou até a cidade de São Paulo para, em audiência com o secretário de Segurança Pública, dizer ao mesmo que Bauru já deu sua contribuição para o sistema prisional.
A história é feita com fatos. No passado, Jânio Quadros transformou a Escola Agrícola de Bauru no IPA. O Quércia construiu as penitenciárias P1 e P2. Já o Serra, transformando as mesmas penitenciárias em regime semi-aberto provisório, se ficar definitivo, certamente entrará para a história.
Penso que ganhar ou perder uma eleição faz parte da vida. Agora, com mandato ou sem mandato meu posicionamento e minha luta serão sempre contra a transformação das P1 e P2 em regime semi-aberto, tanto provisório, quanto permanente.
Marcelo Borges - vereador