Tribuna do Leitor

Desserviço da OAB


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Recife-PE tem sido vítima de violentas rebeliões em suas penitenciárias. O presidente da Ordem dos Advogados daquela cidade, em cadeia nacional de televisão, repudiou o fato de a Polícia Militar ter chegado ao local ouvindo a trilha sonora do filme “Tropa de Elite”, alegando que tais músicas estimulam a violência e o confronto. Será que existe curso de aperfeiçoamento para a estupidez ou já se nasce assim?

Tivesse aquele advogado feito, no mínimo, o serviço militar obrigatório, descobriria que estas canções visam estimular o Espírito de Corpo e elevar o moral da tropa, aliás, algo muito oportuno para homens que, defendendo a sociedade para advogados como ele, estavam em vias de combater animais selvagens, rebelados e dispostos a morrer ou matar. O que ele queria: PM portando rosas brancas no lugar do fuzil, ao som de Imagine, de John Lennon?

Em verdade, esse tipo de mentalidade, patética e largamente defendida nos dias de hoje por autoridades públicas e privadas, que dão suas ordens de salas perfumadas e arejadas, têm sido o maior estímulo à quebradeira geral que somos vítimas constantes, venha do MST, das Febem’s ou presídios.

Inacreditavelmente, o som da trilha sonora de Tropa de Elite incomoda mais a essa gente que o som da violência real e o barulho da destruição do patrimônio público. É bem provável que a Comissão de Direitos Humanos da OAB seja chamada para investigar o impacto negativo que essa “invasão de policiais maldosos” trouxe aos detentos rebelados e à turba de familiares que ficam aos gritos na porta do presídio, jogando pedras nas viaturas, afinal, tudo hoje faz parte dos “movimentos democráticos e sociais”. Mas, parodiando o capitão Nascimento, “que m...”

Ivan Garcia Goffi

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