A intervenção do Rei da Espanha em aparte a Hugo Chávez da Venezuela criou em todo o mundo aplausos e críticas.
Aqui, no Brasil, o presidente Lula em defesa de Chávez, argumentou, entre outras coisas, qual seria o mal de ser modificada a Constituição da Venezuela para permitir a reeleição quantas vezes forem necessárias para a presidência da República.
Nosso presidente Lula partiu em defesa de Hugo Chávez, argumentando que muitos democratas permaneceram anos no poder, citando inclusive a ex-primeira ministra da Inglaterra Margaret Thatcher.
Disse, ainda, o presidente Lula, que o que basta é o poder e não o regime em que se alicerçou este poder. Quer dizer que no regime totalitário e no regime democrático as peças são as mesmas? Ora, grande engano do presidente Lula ao afirmar, também, a independência e autonomia de cada nação, incluindo-se a Venezuela.
Espera aí, presidente, não foi o Hugo Chávez que atacou nossa soberania ao dizer que o Senado da República vive em função dos Estados Unidos. E que os senadores eram seus capachos?
Vossa excelência não disse absolutamente nada em defesa do Congresso Nacional, de nossa soberania e autonomia em demonstração que a tese mal lançada sobre o Senado teria o aval daquele que representa o povo brasileiro . Defender um país estranho e deixar de defender o nosso Brasil é prova de que os interesses ideológicos são maiores que os da Pátria. Não é isso que o povo deseja.
Soberania é escudar-se na Constituição, quando se agride o Senado, agride-se também o povo brasileiro e, particularmente, os Estados da Federação.
É uma pena que interesses pessoais possam denegrir a mais alta Corte Legislativa do País, por um estranho ao povo e aos interesses de nossa Pátria, o senhor Hugo Chávez.
Que respeite o Brasil e que o presidente Lula diga também: “O Brasil é Soberano como seu próprio povo o é.” A oposição brasileira não existe ao ponto de permitir o “silêncio” do Presidente Lula, quando Chávez atacou de forma leviana o Congresso Nacional. Que falta nos faz uma oposição liderada por homens íntegros e de perfis definidos em busca de uma democracia verdadeira com a de Carlos Lacerda, Ulisses Guimarães e tantos outros, que enobrecem as funções do Legislativo em defesa da Pátria brasileira.
Nelson Neme