Internacional

Governo israelense promete soltar presos palestinos e conter colonos

Folhapress
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Jerusalém - O premiê israelense, Ehud Olmert, obteve ontem de seu gabinete a aprovação para a libertação de 441 palestinos presos em Israel. O gesto - simbólico, pois são mais de 9.000 os prisioneiros palestinos hoje em Israel - foi acompanhado da promessa de que os israelenses não construirão mais assentamentos na Cisjordânia.

“Sejamos honestos, nós nos comprometemos, no Mapa do Caminho, a não construir novos assentamentos'', disse Olmert. Ele aludiu ao acordo de paz para a região patrocinado pelo Quarteto (EUA, União Européia, Rússia e ONU) em 2003 e abandonado com a eleição do grupo radical islâmico Hamas, em 2006.

O plano, que prevê a criação de um Estado palestino, tem no fim dos assentamentos, bem como dos ataques palestinos a Israel, um de seus pontos principais.

Há cerca de dez anos os israelenses não erguem novos assentamentos na Cisjordânia. Mas, segundo relatório da ONG israelense Paz Agora divulgado na semana passada, o número de moradores nos assentamentos já existentes cresce a 5,8% anuais, mais do que o 1,8% do crescimento populacional de Israel - o que indica migração, além de crescimento natural.

Os anúncios de Olmert são parte do prelúdio para uma aguardada cúpula israelo-palestina em Annapolis, nos EUA.

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