Internacional

Paralisações na França entram hoje esvaziadas no seu sexto dia

Folhapress
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Paris - Embora bastante enfraquecida, a greve nos trens e transportes urbanos entra hoje na França em seu sexto dia, coincidindo com o plano de paralisação dos servidores públicos da educação e saúde.

São dois conjuntos de reivindicações paralelas, ambas apontadas pelas pesquisas como impopulares, o que reforça a intransigência do presidente Nicolas Sarkozy.

O funcionalismo quer aumento de salários e protesta contra a supressão de 18 mil a 23 mil cargos a partir de 2008, com o plano oficial de contratar apenas dois novos funcionários para cada três que se aposentem. O governo está irredutível e argumenta que, nos últimos seis anos, os funcionários tiveram reajustes anuais de 3,5%.

Quanto aos transportes, o ministro do Trabalho, Xavier Bertrand, recuou e disse que negociaria após um “esboço de uma volta ao trabalho”, e não quando as greves terminassem, como afirmava antes. Maquinistas de trens e metrôs e motoristas de ônibus urbanos querem a manutenção do regime especial.

Em média, a metade dos trens circulou. Também circulavam 40% dos ônibus parisienses e um quarto das composições do metrô.

Nos setores de gás e eletricidade os grevistas representavam ontem menos de 1%. O “Le Monde” diz que a confusão entre as greves de funcionários e dos transportes acaba beneficiando o governo.

Ele vem sendo pressionado a encontrar uma solução para uma situação insuportável para a população. Ontem os congestionamentos ao redor de Paris totalizavam 240 km. Dados oficiais dão conta de um prejuízo econômico diário de 100 milhões (R$ 257 milhões).

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