A manhã de ontem foi turbulenta na usina de asfalto de Bauru, no Distrito Industrial 1. Moradores da Pousada da Esperança se reuniram em frente à fábrica para reivindicar a construção de lombadas nas ruas do bairro e a retomada das obras de galerias pluviais, que eles dizem estar paradas há cerca de 15 dias.
Os manifestantes, liderados por Natalino Davi da Silva, diretor-presidente da ONG Grupo Esperança da Pousada, chegou a interditar o portão da usina, exigindo providências da Secretaria Municipal de Obras. A Polícia Militar (PM) chegou a ser acionada para liberar a passagem no local e garantir a segurança dos funcionários da fábrica.
“Queremos pedir ao secretário de Obras que reinicie a construção das galerias de águas pluviais e que também atenda ao nosso pedido de lombadas. Temos uma escola municipal no bairro, sem nenhuma lombada na rua. Recentemente, uma mãe quase perdeu o filho atropelado. Se não fosse uma pessoa a tirá-lo da frente do veículo, o pior teria acontecido. Pedimos essas lombadas há cinco anos”, diz Silva.
Segundo o titular da pasta de Obras de Bauru, Paulo Brittes, a análise para instalação de lombadas é um serviço da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb). Ele explica que a secretaria apenas executa o serviço determinado pelo órgão.
Obras
Quanto à execução das obras das galerias, Brittes ressalta que a paralisação só ocorreu por conta da chuva dos últimos dias. Segundo ele, assim que o mau tempo der uma trégua, o serviço será retomado.
“Com chuva não se faz galeria. O empreiteiro tem um contrato assinado com a prefeitura, que estabelece um prazo para terminar a obra. Ele tem seis meses para concluir. É perigoso trabalhar com chuva num serviço como esses, onde tem escavação. A pessoa que trabalha lá embaixo pode ser soterrada em caso de desmoronamento”, argumenta o secretário.
Silva disse à reportagem que a construção das galerias foi interrompida porque a Prefeitura de Bauru teria deixado de fazer o pagamento à empresa responsável pelo serviço, com os recursos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro).
Brittes afirma que o pagamento não foi interrompido. “Isso não existe, ele (Silva) não conhece o contrato, se conhecesse não falaria isso. A empresa, quando faz o serviço, presta conta com nota fiscal e a prefeitura paga. O Fehidro repassa o dinheiro para os cofres públicos”, explica o secretário de Obras.
Ainda conforme Brittes, a execução do serviço de construção da rede de galerias pluviais na Pousada da Esperança está correndo dentro do cronograma planejado, sem atrasos. Ele garante que o projeto está sendo acompanhado por um engenheiro da prefeitura. O secretário lembra que se a empresa responsável pelo serviço não concluir a obra no prazo previsto em contrato, fica sujeita ao pagamento de multa.